Poronga

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Balançando

A liderança do deputado Luis Tchê (PDT) do Governo de Gladsson Cameli, ao que tudo indica, subiu no telhado.

Significa dizer que, após o recesso parlamentar, Luis Tchê dificilmente voltaria como líder. As reclamações são de ambas as partes.

Gula

Tchê diz que determinados setores do Governo não o respeitam como líder e por sua vez aliados e assessores de Cameli dizem que o deputado é muito “guloso”. Por gulodice, entenda-se o apetite por cargos e outras vantagens exigidas pelo parlamentar pelo exercício da liderança do Governo.

Matheus, primeiro os teus!

Na segunda-feira (01), o Diário Oficial trouxe a nomeação da senhora Marise Bernadete Schafer para ocupar o cargo em comissão CEC-5, na Secretaria de Estado de Educação (SEE). Na terça (02), foi a vez do jovem Adinã Marcel Shafer, para cargo e secretaria semelhantes. Ambos são irmã e sobrinho do pedetista.

Um novo líder?

Na Assembleia pós-recesso, ganha força o nome do deputado Roberto Duarte (MDB) para ocupar a liderança. Articulado, parlamentar com amplos conhecimentos jurídicos e muito respeitado entre os pares, inclusive da oposição, com os quais vinha marchando até recentemente, Duarte deve ser convidado por Gladson Cameli para a função.

Pois sim, seu Joaquim!

Seria o terceiro líder em menos de um ano de Governo, mesmo que, aqui e acolá, ele tenha feito críticas à atual administração e ao governador. Duarte e Cameli parecem que começam a falar a mesma língua.

Administração eficiente

Muito elogiada a gestão do odontólogo Lúcio Brasil à frente do hospital da Fundação Hospitalar do Estado do Acre (Fundhacre), em Rio Branco, para o qual acorre uma grande demanda por atendimento médico, principalmente na área de cirurgias.

Urbanidade

A Lúcio Brasil é imputada a humanização que agora faz parte do hospital, com atenção e carinho aos pacientes. A surpresa fica por conta de Lúcio Brasil ser egresso da iniciativa privada, não ser político e surpreende exatamente por isso, pela eficiência e dedicação à função pública.

Prefeita petista

Não foi à toa todo o prestígio do governador às festividades dos 109 anos de fundação do município de Brasiléia, no Alto do Acre. Envergando a faixa de governador, Gladson participou das festividades ao lado da prefeita, que é filiada ao PT e faz uma administração praticamente sem oposição – os principais dirigentes oposicionistas no município, do MDB, ou estão presos ou usando tornezeleira eletrônica.

Contubérnio

Sem um candidato no seu partido, o PP, ou mesmo nos partidos aliados, a saída para Gladson Cameli é tentar atrair a prefeita para sua base. O próprio Gladson Cameli já avisou que ela, se vier para o PP, terá seu apoio total.

PT acima de tudo

A pretensão do governador, no entanto, deve acabar em xabu. Ainda que sua família tenha profundas ligações com os partidos ligados ao governador (seu tio, Luizinho Hassem, foi deputado e prefeito pelo partido de origem do PP o PPB, Fernanda Hassem é uma petista de carteirinha, daquelas que só não sai às ruas gritando o “Lula Livre” porque sabe que a ideia desagradaria muita gente que a apóia. Por isso, mesmo com todas as investidas de Gladson Cameli, ela deve continuar no PT. A prefeita transita bem em todos os partidos, mas é PT acima de tudo.

Falência e suicídio

A notícia de que um empresário se matou com um tiro na cabeça na frente do governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, e do Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, numa solenidade na manhã de quinta-feira (4), levou um dirigente empresarial local a ironizar:

“ Se essa moda pegar por aqui, as funerárias podem se preparar para uma carnificina”.

Isso significa que os empresários acreanos vivem o mesmo horror do empresário sergipano que se matou: a falência.

Deputado é inocentado

Deputado estadual Fagner Calegário (de saída do PV rumo ao Solidariedade) vai poder respirar um pouco aliviado em relação a um processo da Comarca de Tarauacá que o acusava de fraude na aplicação de um concurso pública no município.

Denegação

O Diário Oficial do Tribunal de Justiça desta quinta-feira (4) circulou com a informação de que o caso foi arquivado por decisão da juíza Thaís Queiroz B. de Oliveira A. Khalil, numa ação de reparação de danos morais movida pelo promotor de Tarauacá, Flávio Bussab, em 2016, contra o hoje deputado estadual Fagner Calegário.

Acusação de fraude

Na época, na condição de empresário, Calegário foi acusado pelo promotor de fraude na aplicação do Concurso Público de Tarauacá. Além do representante do Ministério Público do município não conseguir provar as acusações, também foi condenado a pagar 12% do valor dos custos processuais. Flávio Bussab recomendou o cancelamento do concurso público alegando que a empresa responsável havia cometido fraude, isentando a culpa da prefeitura de Tarauacá.

Abuso de poder

Em seu direito de defesa, Fagner Calegário reclamou da postura do promotor e foi denunciado. O empresário alegou que não havia motivos claros para a suspensão do concurso, denunciando Flávio Bussab na corregedoria do MP por se sentir injustiçado pela acusação.

“Ninguém está acima da lei”

A empresa de Calegário atua na aplicação de concursos públicos em âmbito nacional e nunca teve problemas, argumentou. Calegário anda a comemorar a decisão da Justiça e disse que a sentença comprova que ninguém está acima da lei, nem mesmo um promotor de justiça.

Cassação à vista

O deputado e seus aliados agora torcem para que um processo que corre no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tenha o mesmo desfecho. No TRE, o deputado é acusado de compra de votos na campanha eleitoral de 2018 e quem viu a peça diz que as acusações – mais de 20 – são muito duras e que dificilmente o parlamentar escapa da cassação.

Apoio

O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, que já tinha na bancada federal acreana o senador Márcio Bittar (MDB) e a deputada federal Mara Rocha (PSDB) como seus fãs incondicionais, ganhou mais uma admiradora. Trata-se da também deputada federal Vanda Milani (Solidarierdade), que tem ido à tribuna da Câmara, reiteradas vezes, defender o ministro no bombardeio que ele vem sofrendo em relação ao vazamento de suas conversas telefônicas com o procurador da República Dallagnol na Operação Lava Jato e que culminaram com a prisão do ex-presidente Lula.

Conhecimento de causa

A deputada deve saber do que está falando. Ela traz no currículo o fato de ter sido sargenta da Polícia Militar de São Paulo, delegacia de polícia civil no Acre e ultimamente procuradora de Justiça no Estado. Conhece bem a área, portanto.


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