Poronga

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Coisas da vida

A frase do ex-governador e grande líder trabalhista Leonel Brizola é implacável: “A política ama a traição, mas abomina o traidor”. A lapidar frase do falecido político gaúcho, que fez parte da carreira política no Rio de Janeiro, há de cobrar seus dividendos do ex-deputado estadual petista Ney Amorim, hoje exercendo a coordenação política do governo Gladson Cameli (PP).

Segredo de polichinelo

O que já era de conhecimento no seara político, no meio da semana foi confirmado pelo governador Gladson Cameli. Em entrevista concedida à Radio Integração de Cruzeiro do Sul, indagado pelo radialista Chico Melo sobre a nomeação de petistas no governo, Cameli revelou algo que o grande público não tinha conhecimento: que o ex-deputado Ney Amorim, candidato ao Senado pelo PT no ano passado, já lhe apoiava 30 dias antes da eleição.

Abrindo o jogo

“O Ney já estava azul há um mês e meio (antes da eleição). Todo mundo sabe. Quem votou nele, votou em mim”. A declaração de Cameli, durante entrevista em Cruzeiro do Sul, revela quem traiu quem.

Bônus

A maldição da máxima de Brizola já atingiu outros políticos da cena nacional e regional. Com toda carreira política construída no PT, devendo todos os postos que galgou ao partido, Amorim deixou a sigla depois da eleição. Foi agraciado no governo de Cameli com cargo e salário de secretário pelos serviços prestados ao grupo adversário.

Barreira

Quando se percebe o serpentário em que conviviam os petistas, fica cristalino que a vitória de Jorge Viana, que disputava a reeleição de senador, e Marcus Alexandre, que concorreu ao governo, era tarefa impossível.

Fora de compasso

Mal na fita também fica o agrupamento político que convive em guerra dentro do PT denominado ‘Democracia Radical’, a DR, do qual Amorim era um dos líderes. Urge que essa turma faça um mea culpa acerca da traição perpetrada contra dois dos maiores líderes petistas: Viana e Marcus Alexandre. Doravante, quem irá confiar nesse agrupamento no interior do partido?

Madalena arrependida

O cantor Fagner se diz arrependido de apoio a Bolsonaro. Fagner é o mais novo bolsominion arrependido na praça. Em entrevista ao apresentador Pedro Bial, o artista disse na madrugada deste sábado (8) que está frustrado com o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Superficialidade

“Tem horas que parece que ele continua na campanha, que ele não combina com a turma dele. Tá sempre tendo um disse-me-disse. Frustra um pouco. Passa uma impressão de amadorismo”, cravou Fagner.

Tiro pela culatra

Em 2018, Raimundo Fagner declarou publicamente apoio a Bolsonaro. No entanto, arrependido, agora ele faz avaliação negativa do governo que ajudou eleger.

Atenuante

“Ele não disse que é presidente de todos os brasileiros? Então não é o momento de ficar provocando, ele já fez isso na campanha.” Fagner é um grande artista. Merece ser perdoado pela carreira.

De volta ao passado

O presidente Jair Bolsonaro já criticou a metodologia do IBGE em relação ao desemprego e andou mexendo com as verbas necessárias para o senso realizado pelo Instituto. Agora fica claro o porquê. Para que fazer pesquisa pelo famoso e rigoroso Instituto se ele pode consultar seus seguidores pelo Facebook?

Nova metodologia

Pois não é que o presidente pretende decidir sobre a medida de retirar ou não radares móveis das rodovias, que, comprovadamente, reduziram acidentes e mortes nas estradas do Brasil, pesquisando no Facebook?!

Didatismo

No meio da semana Bolsonaro fez a declaração: ‘Vamos lançar uma pesquisa para vocês opinarem se devemos ou não acabar com os radares móveis. Sabe o que é radar móvel? É aquela multa que você não estava esperando e chega. A rodovia era 80km/h você passou a 96km/h, lá naquele ponto que não tinha problema nenhum, que você podia colocar 120Km/h e só porque passou 10 ou 20%, “créu”, chega uma multa. Se você gosta de pagar multa você vai votar a favor, eu vou votar para acabar com o radar móvel ‘, afirmou Bolsonaro.

Pomar

E o laranjal do PSL, partido de Jair Bolsonaro, não para de crescer. “O ex-motorista de Alexandre Frota, Marcelo Ricardo Silva afirma que foi usado como laranja pelo deputado federal do PSL.

Testa de ferro

Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, Marcelo disse que assumiu, a pedido do atual parlamentar, a titularidade de duas empresas que eram de Frota em troca de promessas de compensações.

Prática

Afirmou também que recebia, por orientação do deputado, pagamentos de terceiros e os repassava para a mulher de Frota”, informa os jornalistas Ricardo della Cota e Camila Mattoso, em reportagem publicada na Folha de São Paulo de ontem.

Caixa dois

O motorista afirmou que trabalhou na campanha eleitoral do parlamentar e que foi pago por empresários amigos de Frota, recursos que não foram declarados à Justiça Eleitoral.

Relação antiga

Marcelo chegou a ser lotado no gabinete de Frota por cerca de 20 dias em fevereiro, mas foi exonerado no final daquele mês. Procurado, Frota negou irregularidades e se disse vítima de “práticas de ameaças e extorsão.”

Bocado comido, bocado esquecido!

O motorista rebateu Frota. “Enquanto eu recebi dinheiro na minha conta como caixa 2 na campanha, aí eu servi. As duas empresas dele que constam no meu nome, para isso eu servi”, disse o ex-motorista à Folha. “Agora eu não presto mais?”

Rolando a dívida

A Secretaria de Estado da Fazenda informa aos contribuintes que oportunizou a regularização dos débitos referente ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), através do decreto nº 2.372, de 29 de maio de 2019.

Benefícios

Ressalte-se que o decreto prevê a possibilidade de redução de 90% sobre os valores de multas por infrações e de acréscimos moratórios relacionados a débito do ICMS, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, inclusive aqueles objeto de ação judicial. A referida redução alcança somente os fatos geradores que tenham ocorrido até 30 de setembro de 2018.


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