Panorama Nacional

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Jair Bolsonaro cancela encontro com líder chinês após 20 minutos de atraso

Um dos encontros mais aguardados pela diplomacia brasileira na reunião do G-20, no Japão,

foi cancelado neste sábado (29) por determinação do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Bolsonaro ficou impaciente com o atraso de 20 minutos da comitiva chinesa e abandonou a sala onde se encontraria com o líder da China, Xi Jinping. O país é o principal destino dos produtos brasileiros em todo o planeta.

A reunião estava marcada para as 14h30. Bolsonaro resolveu ir embora às 14h50, pegando de surpresa inclusive seus assessores. Na viagem ao Japão, o presidente se reuniu com algumas das principais lideranças mundiais, como o primeiro-ministro francês, Emmanuel Macron, a premiê alemã, Angela Merkel, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Também avalizou o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, informou que houve uma incompatibilidade de agendas em “função de atraso das bilaterais”. “Nós esperamos até o presente momento e como nós temos um horário para decolagem e ainda temos que retornar ao hotel para fazer o fechamento, etcetera, etcetera, o presidente decidiu abdicar dessa bilateral e posteriormente efetivar os contatos necessários para o prosseguimento das conversações entre os dois países”, afirmou o porta-voz em ligação telefônica por viva-voz aos jornalistas presentes.

Bolsonaro nunca demonstrou simpatia pela China, país ainda oficialmente comunista. Para o presidente e seus aliados ideológicos, o Brasil deve voltar a ter os Estados Unidos como seu principal parceiro comercial e diminuir sua dependência dos chineses. Em março, durante visita oficial à Casa Branca, Bolsonaro manifestou alinhamento incondicional com os norte-americanos na guerra comercial com a China.

“O presidente decidiu, já estava bastante atrasado, nós estávamos esperando na sala da bilateral e, como eu disse, a logística foi determinante nesse processo”, afirmou o porta-voz. A reunião com Xi Jinping seria o último compromisso oficial de Bolsonaro, que tinha a decolagem para o Brasil prevista para as 18h, de acordo com o Estadão. O presidente brasileiro já sinalizou que pretende viajar para a China em outubro. No Japão ele esteve com o líder chinês, mas em encontro com outras lideranças, e não em uma conversa reservada, como seria dessa vez.

Fonte: Congresso em Foco

Privilégio na aposentadoria de parlamentar é conquista, diz deputado

Em meio às discussões sobre a reforma que pode fazer os brasileiros trabalharem mais tempo para poder se aposentar, um deputado subiu à tribuna da Câmara para sair em defesa do regime especial de previdência dos parlamentares. Foi o fluminense Chiquinho Brazão (Avante), que optou pelo regime que garante aposentadorias de até R$ 33,7 mil aos congressistas e disse que este privilégio é, na verdade, uma conquista.

“Muitos deputados aqui falam sobre a aposentadoria dos parlamentares desta Casa, que é um privilégio. E realmente é. São poucos os privilegiados. Mas esse privilégio tem uma conquista. Você precisa lutar para chegar a esta Casa”, afirmou Chiquinho Brazão. Eleito com 25.817 votos, ele ainda disse que foi procurado por muitas categorias profissionais que também gostariam de manter seus privilégios depois da aprovação da reforma, a exemplo dos militares. “Todos aqui têm uma família. [...] Não conheço nenhuma categoria que abra mão dos seus direitos”, acrescentou.

No discurso realizado nesta semana, o deputado ainda afirmou que esse privilégio “não é de graça”. “Para somar os 14 anos que tenho do Rio de Janeiro, na Câmara Municipal, para que eu tenha direito a um pedaço dessa aposentadoria, eu teria que contribuir hoje com em torno de R$ 20 mil, por exemplo”, revelou Brazão, lembrando que para receber a aposentadoria integral de R$ 33,7 mil um deputado precisaria de nove mandatos consecutivos. “O que eles [os críticos] não querem é contribuir. Eles querem ganhar um salário de R$ 20 mil, que é uma vergonha para o que representam, e querem que sociedade continue ganhando mil e poucos reais. Eu queria era ver eles abrindo mão dos seus salários”, provocou.

Hoje, o Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), regido pela Lei 9.506/97, prevê aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de mandato. O regime também exige 35 anos de contribuição e 60 anos de idade, além de uma contribuição mensal de R$ 3,7 mil. Porém, permite aposentadorias de até R$ 33,7 mil – valor do atual salário dos deputados, que é bem diferente do teto máximo de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): R$ 5,8 mil. Por isso, como mostrou um levantamento realizado em fevereiro pelo Congresso em Foco, 499 ex-deputados federais ganham, juntos, R$ 7,18 milhões mensais em aposentadorias, uma média de R$ 14,39 mil por beneficiário.

Para ajustar essa questão, a proposta de reforma da Previdência do governo propõe a extinção do regime especial de aposentadoria dos congressistas. Isso significa que, caso a reforma seja aprovada nos moldes apresentados pelo governo, o teto da aposentadoria dos parlamentares cairia de R$ 33,7 mil para R$ 5,8 mil, seguindo as regras do INSS.

Fonte: Congresso em Foco


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