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Semana da Pessoa com Deficiência destaca importância da família e tenta conscientizar sociedade sobre inclusão

De 21 a 28 de agosto, é comemorado em todo Brasil, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

. Em 2019, a campanha teve como tema: “Família e Pessoa com Deficiência: Protagonistas na Implementação das Políticas Públicas”. Em Rio Branco, diversas atividades marcaram a data, que teve como objetivo, reafirmar a importância da participação dos pais em todas as etapas de vida de seus, seja educacional, de habilitação e reabilitação, de desenvolvimento e nas demais áreas.

A ação também teve como objetivo conscientizar a sociedade sobre a necessidade da igualdade para que haja inclusão.

cidade 2“Trabalhamos em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. A parceira foi muito boa porque congregou algumas instituições que trabalham na área”, destacou Cecília Lima, presidente da Apae - Fotos: Dell Pinheiro

“Tivemos a oportunidade de fazer um trabalho em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos. A parceira foi muito boa porque congregou algumas instituições que trabalham na área. Foi elaborada uma extensa programação. A apae se sente muito honrada de participar desse grupo, criado na defesa do direito da pessoa com deficiência. Todos os anos, celebramos a Semana”, ressaltou a assistente social e presidente da Apae Rio Branco, Cecília Lima.

Apae Itinerante

Cecília comentou sobre a Apae itinerante, projeto incluído dentro da programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. “Esse ano, reunimos um grupo de sete profissionais e viajamos até o município de Tarauacá. Já havíamos sido convidados por um vereador da cidade e por alguns pais de autistas. Na fizemos atendimento, pois não dá para fazer em um só dia, mas levamos algumas informações para mais de 90 famílias. Também participaram profissionais de Cruzeiro do Sul e Feijó. O evento foi positivo, tivemos troca de experiências. A realidade que encontramos foi muito cruel; de famílias que vivem ‘jogadas’ no interior, nos seringais, sem acesso a praticamente nada. Acreditamos que esse tipo de movimento é de extrema importância”, enfatizou.

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Direitos e políticas públicas

Para a presidente da entidade, ocorreram avanços nas políticas públicas, porém, o cumprimento das Leis que beneficiam pessoas com deficiência nem sempre acontece. “Por exemplo, a interiorização de profissionais da área da saúde é muito difícil. Neurologista no nosso país é uma categoria reduzida, mesmo nos grandes Centros. Eles são profissionais bastante caros e que na maioria das vezes não querem realizar seus atendimentos em locais mais afastados. O governo deveria estabelecer políticas para mudar esse quadro. Penso que para haver um melhor atendimento das pessoas com deficiência tinha que ter um programa de interiorização de profissionais, principalmente dos específicos como neurologistas, psiquiatras e pediatras”, frisou.

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Dificuldades

Lima falou sobre as dificuldades enfrentadas no Centro. “Enfrentamos algumas dificuldades com a questão dos profissionais. Hoje, existe uma polêmica muito grande em relação ao professor que está na Apae, que não tem como receber os seu direitos, porque a entidade não é uma escola é um Centro. Já conversamos com o secretário de Educação no sentido de resolver essas questões. Espero que realmente haja uma luz, porque não podemos trabalhar assim. A Apae não é escola, mas atende na área educacional, trabalha com educação. Nossos alunos também podem evoluir tendo noções básicas das matérias escolares, para exercer sua vida como cidadão, para ingressar no mercado de trabalho. É preciso que o governo preste atenção nisso tudo, perceber que a instituição presta um serviço relevante à sociedade”.

cidade 5A ação também teve como objetivo conscientizar a sociedade sobre a necessidade da igualdade para que haja inclusão

A gestora acrescentou que, apesar de ter alguns recursos, a Apae tem uma despesa muito alta com os funcionários. “Temos despesas também com o transporte escolar, que busca e deixar em casa o estudante. A manutenção da sede é por conta da Apae. Então, os recursos que chegam não estão sendo suficientes para toda a demanda. Precisamos de apoio da sociedade e do poder público, que deve está mais atento para essas questões, que a causa seja vista com carinho. Trabalhamos inspirados no amor ao próximo. A dedicação, o amor, o carinho e a atenção com esses alunos deve ser compartilhada por todos. Eles são capazes e devem ser tratados com respeito”, finalizou.


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