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Prefeitura de Rio Branco se alia ao MPAC em projeto socioeducativo de adolescentes infratores

Projeto dá oportunidade para que esses adolescentes realizem atividades remuneradas

Na condição de parceira do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos – SASDH, participa da execução do projeto Refazendo Trilhas, voltado para adolescentes que cumprem medidas socioeducativas de prestação de serviço na capital.

Nesta terça-feira (16), a coordenação do projeto promoveu uma visita dos 10 integrantes da segunda turma do projeto à sede da instituição, onde foram recebidos pela procuradora-geral de justiça, Kátia Rejane Rodrigues.

De acordo com a diretora de Assistência Social da SASDH, Regiane Oliveira, o Refazendo Trilhas tem como objetivo principal Objetivo direcionar esses adolescentes para novos caminhos, oferecendo-lhes oportunidades para que possam reconduzir de fato as suas vidas, com o apoio de suas famílias.

Ela destaca a importância do projeto, que dá oportunidade para que esses adolescentes realizem remuneradas de atividades no âmbito da instituição ministerial na condição de jovem aprendiz. “A Prefeitura de Rio Branco está muito feliz de poder participar de um projeto com esse alcance social”, afirmou Regiane.

L.A.M., 16 anos, afirmou se sentir agradecido pela oportunidade que lhe foi dada, de poder participar do projeto. É uma coisa inovadora na minha vida. Eu só tenho a agradecer ao Ministério Público, à Prefeitura por essa oportunidade. Se não fosse esse projeto, eu estaria numa cela”, enfatizou o adolescente, acrescentando que vai retomar os estudos.

A coordenadora do projeto, promotora de justiça Vanessa Macedo Muniz, titular da Promotoria de Justiça Especializada de Execuções de Medidas Socioeducativas ressaltou a importância da participação da Prefeitura de Rio Branco no Refazendo Trilhas.

“Esse projeto é voltado para adolescentes que estão em cumprimento de medidas socioeducativas de prestação de serviço. Visa justamente uma prestação de serviço, acompanhada dessa socioeducação. E não apenas uma prestação de serviço por prestar serviço: ir lá e cumprir essa obrigação e somente isso”, enfatizou.

A promotora de justiça também ressaltou a necessidade de a sociedade fazer parte dessa socioeducação desses adolescentes. “A medida socioeducativa, assim como a pena em nosso país, tem o tempo certo. A gente tem que aproveitar esse tempo em que o adolescente está sob a responsabilidade do poder público, para fazer alguma coisa diferente”, enfatizou.

E acrescentou: “Porque, independentemente do que for construído nesse período em que eles estão sob nossa responsabilidade, eles vão sair, eles vão estar lá fora, eles vão estar fazendo parte da sociedade na qual eles sempre viveram, e que a gente possa inserir, que a gente possa, de fato, mostrar novos caminhos para que quando os adolescentes saírem dali, possam seguir novos caminhos, caminhos diferentes”, concluiu Vanessa Muniz.


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