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Bolsonaro-Bannon: A Contra-Revolução Permanente, Ataque aos Inimigos

“Loucura embora, tem lá o seu método (…)
Achados felizes da loucura; a razão saudável nem sempre é tão brilhante”.
(Hamlet – W. Shakespeare)

O revolucionário russo, Leon Trotsky, era o maior defensor da tese da Revolução Permanente, de que a Revolução Russa se expandisse para fora de suas fronteiras e que animasse a classe operária dos demais países para a tomada do Poder, para que houvesse um governo mundial com corte socialista, pois, num só país, a revolução seria derrotada, como foi.

Dar-se com Steve Bannon a mesma coisa, com vetores trocados, ele defende que uma elite econômica com valores de extrema-direita tome o poder no mundo, uma Contra-revolução Permanente. Que esses valores, transnacionais, formem um amplo movimento de Extrema-direita e Direita e passem a gerir o planeta, para essa estratégia, vale qualquer tática, as mais sujas, inclusive, uma delas criar inimigos na própria Direita ( e extrema)

Aqui no Brasil, Bolsonaro, virou presidente numa onda de contestação à direita, uma derrocada da esquerda, tragada por escândalos, erros, que foram super valorizados e a esquerda, especialmente o PT, criminalizada. Abrindo flanco para qualquer coisa, o candidato que ia combater o “kit gay” tinha que vencer o candidato que distribuiria as “mamadeiras de piroca”.

A irracionalidade venceu, com um lógica perversa. Todos os dias, Bolsonaro, usa a tática de Bannon para espalhar suas vulgaridades e seus preconceitos, inclusive contras seus aliados e eleitores. É sempre a mesma visão, transformar ex-aliados em “Comunista”, que é contra o Brasil. Nesse esteira temos: Dellagnol, do PSOL, Frota de esquerda, Merval, o esquerdista que mama no sistema S, agora João Doria Jr, o Vermelho. Dia de quinta a “live” do Presidente, é uma baixaria em rede.

A do dia 29.08, foi mais um episódio insólito:

“o problema do BNDES é que querem comprar avião a 3 e 4% de juros ao ano, Doria tá nessa. Doria dizia na campanha que “sua bandeira nunca seria vermelha”, mas quando estava mamando nas tetas do BNDES, era amigão do Lula e da Dilma. Comprou avião com esses juros amigos. A bandeira dele era vermelha sim, com foice e martelo, tá okey?” (Bolsonaro, Jair)

Na loucura, ele revela um método. O método Bannon, de não presidir, governar, mas ser um animador de auditório da horda neofascista. Seus fãs vibram e viralizam essas loucuras como verdade, o mesmo que Trump faz no twitter, atacam os adversários, mesmo com mentiras e inverdades, dados imprecisos que poucos vão saber e aquilo vira uma “verdade”, aquele que interessa..

É campanha eleitoral permanente, usando a presidência como palanque abertamente, não para demonstrar trabalho, mas uma espécie de pastor, de Messias, pregando uma nova verdade, nem que seja uma paranoia qualquer. O mote é a Esquerda, o Comunismo, o PT, despertar o Medo.

Enquanto isso, todos os problemas estão embaixo do tapete, escondidos, pois a mídia apenas reproduz as coisas insanas desse personagem doente.

A economia vive um completo um caos: desemprego, miséria, nenhum setor do governo funciona a contento, os números do PIB não animam ninguém pelo conjunto do (des) governo. Os ministros são a imagem do chefe, e que parecem caricaturas, personagens de ficção de tão toscos e capazes de falar e escrever tantas barbaridades. Completos analfabetos políticos, sem nenhuma sensibilidade social e humana.

A família no poder oculta suas relações podres com milicianos, usando de todos as formas de pressão sobre os órgãos e ministros, como o da Justiça. O famoso Queiroz sumiu, escafedeu-se, desde a última aparição dançando no rico hospital Albert Einstein, pago com dinheiro.

O mais vulgar presidente, do linguajar sujo, não é popular, é de baixa formação humana, não tem a ver com escola, e sim com sua personalidade de baixo clero, do deputado medíocre e obscuro, que vira Presidente da 8ª economia do planeta e não sabe nem o que vai comer no dia seguinte, não existe uma ideia nesse deserto.

“Mas pelo menos tiramos o petê?” A cretina frase que serviu de mote para os canalhas, hoje deve martelar na cabeça dos que abraçaram a completa ignorância, fruto de fantasmas e ódios, preconceitos criados pela mídia. Aliás, a grande mídia, se comporta como se nada tivesse a ver com o crime de lesa-pátria.

A pergunta é até quando a elite que aceitou um sujeito tão vulgar suportará a #vergonhaalheia mundial?

Arnóbio Rocha, advogado

Fonte: http://arnobiorocha.com.br

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