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Bolsonaro leva surra na Argentina; efeito Orloff assusta governo

A julgar pelo resultado das primárias de domingo, Alberto Fernández (47%) será o próximo presidente da Argentina

. As eleições para valer estão marcadas para 27 de outubro.

A reeleição de Maurizio Macri (32%) subiu no telhado.

Bolsonaro deve estar furioso. Tudo o que ele não queria era a eleição de um presidente de esquerda no país vizinho. A vice é a ex-presidente Cristina Kirchner.

Afinal, isso contraria sua pretensão de exportar seu modelo de tirania primeiro aos países das Américas e, depois, do mundo, como na história do “Pinky e o Cérebro”.

E ele apostou todas as fichas em Macri.

Para piorar sua situação, Fernández visitou Lula na cadeia, mostrando por quem tem simpatia no Brasil.

As primárias argentinas são diferentes das dos EUA. Não visam escolher o candidato presidencial do partido. Não são limitadas aos eleitores do partido. Todos os eleitores aptos votam. O objetivo é eliminar do pleito de verdade candidatos com menos de 1,5%. É mais uma prévia que uma primária.

Os demais resultados são ignorados oficialmente, mas indicam uma forte tendência, dado o tempo exíguo entre uma votação e outra. Se Fernández repetir o resultado (mais de 40% e dez pontos percentuais a mais que o segundo colocado) vai levar no primeiro turno.

É a primeira surra eleitoral de Bolsonaro. E pode não ser a única.

Como o que acontece na Argentina costuma repetir-se mais tarde no Brasil, o que se convencionou chamar de efeito Orloff (“eu sou você amanhã”), seria de bom alvitre ele colocar sua barba de molho.

É jornalista

Fonte: https://www.brasil247.com

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