Ídolo

Foto: Cedida

O vereador riobranquense N. Lima (PSL) resolveu seguir à risca o comportamento de seu guru, o presidente Jair Bolsonaro, que na quarta-feira, após ser contestado nas ruas pelos estudantes, dentre outros manifestantes, resolveu rotular os discentes de idiotas.

Entregando de bandeja

N. Lima, que agora ornamenta o cocuruto com um chapéu tipo Luiz Américo, aquele cantor do hit Fio da Véia, afirmou que dentro das Universidades há plantações de maconha.

Reação

A declaração polêmica de N. Lima veio na terça-feira (14) quando o parlamentar usou a tribuna da Câmara de Rio Branco para se posicionar contra as manifestações nas universidades que ocorreriam no dia seguinte, em protesto ao corte de verbas da educação.

Qual é? Qual foi? Por que que tu tá nessa?

Segundo Lima, em algumas instituições federais do Brasil existem “plantações de maconha”. Já na quarta-feira (15), N. Lima voltou a defender Bolsonaro em relação aos cortes na educação e chamou os professores que aderiram à paralisação de “vagabundos comunistas”.

Me mostre o ‘mocó’!?

Ontem, quinta-feira (16), um grupo de alunos da Ufac anunciou que iria entrar com uma ação na Justiça pedindo que o vereador do PSL mostre o local onde existe uma plantação de maconha dentro do campus da Ufac.

Retrocesso

Foto: Cedida

Leia que notícia terrível para nossas Universidades e uma verdadeira afronta a autonomia das Instituições: o Decreto nº 9.794. de 14/05/2019, publicado no Diário Oficial de ontem, retira autonomia dos reitores de nomear os segundo escalão das autarquias, quais sejam os Pro Reitores, Diretores de Centros e Campus, e alguns outros cargos. O preenchimento desses cargos agora precisam do aval da Casa Civil da Presidência da República ou do MEC (Ministério da Cultura). Lamentável!

Competência

As designações para Reitor, Vice-Reitor, Pró-Reitores (CD-01 e CD-02) deverão ir para o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, via MEC, uma vez que é agora o setor que possui a competência para tal designação. Os procuradores e auditores idem. Os demais cargos de direção (CD-04 e 03) deverão ir para o MEC

Limitações

Ficam na competência das Instituições Federais apenas as FGs, salvo novas delegações de competência. O roteiro a ser seguido pelo sistema integrado de nomeações (SINC) requer, ainda, pesquisa à Controladoria-Geral da União e à Agência Brasileira de Inteligência do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para verificação de vida pregressa do nomeado. O Decreto que estabelece as novas normas entrará em vigor a partir de 25/06/2019.

Script

Ainda seguindo o roteiro de más notícias para a Educação brasileira,ontem o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Elmer Vicenzi, foi demitido. Ele estava no cargo desde 29 de abril.

Alta rotatividade

Vicenzi é ex-delegado da Polícia Federal e entrou no cargo depois da demissão de Marcus Vinicius Rodrigues, que foi o primeiro a assumir o posto na gestão de Jair Bolsonaro e caiu porque resolveu acabar com a avaliação de alfabetização.

Politicagem

O órgão é responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Vicenzi estava em meio a uma disputa com integrantes do Ministério da Educação (MEC), órgão ao qual o Inep é ligado. Ele defendia a transparência dos dados produzidos pelo Inep, como avaliações e indicadores educacionais.

De roldão

O governador Gladson Cameli (PP), ao compor a comitiva do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, embora involuntariamente, está protagonizando uma agenda prá lá de atrapalhada.

Veio porque quis!

Ontem o ex-presidente americano George W. Bush, 72, fez divulgar que não convidou Jair Bolsonaro para um encontro. Na verdade, ele foi pego de surpresa com o anúncio da visita. Conforme o assessor de imprensa de Bush, Freddy Ford, Bush não foi consultado previamente e nem convidou o brasileiro para um encontro na cidade texana.

Desconhecimento

Reportagem da revista Veja veiculada ontem, destaca a fala do assessor de Bush: “ao contrário de algumas reportagens, o presidente Bush não esteve envolvido nos arranjos da viagem e não estendeu o convite para (Bolsonaro) vir a Dallas.”

Questão de urbanidade

E ainda: “É claro que ele concordou em se encontrar com o presidente Bolsonaro em seu escritório quando soube de sua visita à cidade – uma cortesia que ele regularmente estende aos dignitários estrangeiros quando estão nesta região”, completou.

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