Giro Geral 24-03-2019

Bastante prestigiada, a sessão solene do Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) que homenageou a primeira promotora de Justiça da instituição, Terezinha Sílvia Lavocat Galvão. Em grande estilo e com muita emoção, o ato aconteceu na última quinta-feira (21), no auditório do MPAC, reunindo autoridades e representantes dos três poderes, membros e servidores do órgão ministerial, além de familiares e amigos da homenageada.

***Terezinha recebeu das mãos da procuradora-geral de Justiça, Kátia Rejane Araújo, a mais alta honraria do MP acreano: a medalha da Ordem do Mérito, no grau Grão-Colar. Na década de 70, foi a única mulher aprovada — e em 1º lugar — no primeiro concurso aberto do MPAC, instituição então recém-criada. Atualmente residindo em Brasília, é casada com o ministro aposentado do STF, Ilmar Galvão.

***Autora do requerimento que propôs o nome de Terezinha à outorga da honraria, a procuradora de Justiça Patrícia Rêgo proferiu um discurso, bastante ovacionado, em que destacou a carreira vitoriosa da primeira promotora e seu pioneirismo na ocupação dos espaços de poder e decisão no estado.

***“Terezinha abriu as portas para que outras mulheres, seguindo seu exemplo, entrassem na instituição. Foi pioneira nesse sentido, e o que nós estamos fazendo aqui, ao entregar essa homenagem, nada mais é do que empoderar as mulheres, pois não existe Estado Democrático de Direito sem igualdade.” (Patrícia Rêgo)

***Em seu discurso, com várias referências ao Hino Acreano, visivelmente emocionada Terezinha agradeceu o reconhecimento e dedicou a homenagem às mulheres acreanas, que tiveram, segundo ela, papel fundamental na criação dos valores do Acre.

***“Em minha vida, sempre estive motivada e inspirada pelos exemplos femininos, que me acompanharam, especialmente minha mãe. Ingressei no MPAC por via democrática e meritória do concurso público, que permitiu que uma mulher fosse a primeira colocada na investidura originária da instituição. Em uma sociedade em que as mulheres sofrem diuturnamente atos violência e discriminação, com a ocorrência do feminicídio a cada duas horas, investe-se o MP do importante papel de um grito que ecoa em defesa das mulheres. Mas ainda pode ir além, deve não só buscar garantir os direitos à proteção, mas também lutar pela inclusão efetiva do sexo feminino em todos os espaços formais de poder, permitindo-lhes atuar juntamente com os homens.” (Terezinha Lavocat).

***Confira as fotos de Talita Carvalho e Tiago Teles.

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