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Mostra Viver Ciência 2019 é aberta ao público pelo governo

O parque de exposições de Rio Branco se transformou em um verdadeiro campo voltado para a educação, ciência e tecnologia.

Teve início nesta quarta-feira, 30, a edição 2019 da Mostra Viver Ciência, a feira é organizada pelo governo do Acre, por meio da secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE) e da secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (SEICT), além de instituições parceiras, como a Universidade Federal do Acre (Ufac).

Nesta 5° edição, o evento tem como tema principal “Bioeconomia: desenvolvimento e riqueza para a Amazônia”. A novidade deste ano são as feiras itinerantes realizadas no interior. Na capital acreana, a exposição segue até esta quinta-feira, 31, e é aberto ao público em geral, onde são aguardados mais de 30 mil visitantes.

Os estudantes Sued Alves e Adécio Soares participam da mostra científica pela primeira vez. Os alunos da escola estadual Tancredo Neves, localizada no bairro Bahia Nova, demonstravam, empolgados, a condutividade elétrica das substâncias por meio de recipientes com água, açúcar e sal.

“Temos um copo com sal e outro com açúcar. Se colocarmos o fio no copo de água com açúcar, a luz não vai ligar porque o açúcar não produz energia, diferente do sal, já que o cloreto de sódio produz energia e possui cargas elétricas negativa e positiva fazendo com que os íons se atraiam”, explicou Sued.

Adécio afirma que “está gostando muito de participar da feira porque estou tendo a possibilidade de aprimorar meus conhecimentos em Química, Física e aprimorar meus conhecimentos na escola e com certeza vamos levar tudo que aprendemos aqui para a vida toda.”

Já o estudante Guilherme Dantas, da escola Presbiteriana João Calvino, expôs ao público o funcionamento e vantagens da utilização da energia solar. Este tipo de tecnologia possibilita a geração de eletricidade se destaca pela sustentabilidade, pois não gera grandes impactos ambientais, como o caso das tradicionais hidrelétricas. O clima tropical e a dimensão continental colocam o Brasil em posição privilegiada para ser referência mundial da produção da chamada energia limpa.

“Está muito bom tratar sobre este tema porque o momento que a gente vive a degradação do meio ambiente vem crescendo e poder apresentar uma alternativa para combater isso é muito gratificante. As pessoas que nos procuram têm demonstrado interesse sobre o funcionamento da energia elétrica e nos fazem várias perguntas por conta do problema do alto preço da energia que vem sendo cobrado em nosso estado”, observou.

O professor de Física Paulo Cezar Augusto avalia como fundamental essa interatividade do aluno com a parte prática. Prova disso é o reconhecimento por meio de um prêmio nacional conquistado pela escola João Calvino graças a um projeto inovador que reaproveita a água gerada pelo ar-condicionado para ser utilizada na limpeza do prédio e nos banheiros.

“Desde 2013, a nossa escola já participou da SBPC [Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência], Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e fomos campeões nacionais do prêmio Samsung. Temos como foco a ciência, tecnologia e sociedade, e o aluno precisa entender que ele está inserido no meio ambiente e se preocupar com a preservação ambiental e o uso consciente dos recursos naturais. Isso é muito importante porque desenvolve a crítica, a capacidade de interpretar os problemas e buscar soluções adequadas para que possamos possamos preservar o meio ambiente para esta geração e também para o futuro”, disse.

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