Figurante

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Ao fazer parte da comitiva do presidente Jair Bosonaro (PSL) aos Estados Unidos, com estada principal em Dallas, sem querer, o governador Gladson Cameli (PP) pode fazer parte de um enredo que promete barulho na esfera nacional.

Foi fazer o que?

É que o deputado petista Joseildo Ramos (PT-BA) quer saber os custos da viagem “inútil” de Bolsonaro ao Texas. Joseildo protocolou requerimento solicitando informações aos ministros Onix Lorenzoni (Casa Civil) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) sobre os custos e motivações da viagem do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a Dallas, nos Estados Unidos.

Tour

De acordo com o parlamentar, que chamou a agenda de uma “viagem inútil, Bolsonaro foi aos EUA sem uma justificativa real de interesse público que motivasse uma mobilização da comitiva presidencial.

Enigma

“Até agora não sabemos o que o presidente foi fazer no Texas. O prêmio foi improvisado, o prefeito de Dallas também não quis recebê-lo, o ex-presidente Bush foi pego de surpresa com sua visita. Ou seja, me parece uma viagem de turismo de última hora. Uma viagem inútil que envergonha a todos os brasileiros”, atacou o deputado.

Custos

Na solicitação, Joseildo requereu informações dos custos com diária de servidores, combustível, logística e todo aparato que acompanha o presidente da República. O governo federal tem um prazo de 30 dias para responder os questionamentos. Desde sua posse, Bolsonaro já gastou mais de R$ 13 milhões com suas viagens internacionais.

Dura lex, sed lex

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O site Acjornal informa que o ex-deputado federal José Aleksandro da Silva, o José Alex, foi condenado a 13 de prisão em regime inicialmente fechado por ter falsificado documento público – um certificado de participação no curso de “Gestão Urbana e Municipal”, que aconteceu em Brasília, no período de 23 de agosto a 03 de setembro de 1999.

Transgressão

O Ministério Público acusa o ex-parlamentar de manobrar para receber o valor das diárias. O salvo conduto foi negado por decisão dos desembargadores Élcio Sabo Mendes, Samoel Evangelista e Pedro Ranzi.

Remember

Quem acompanha a política local há mais de 20 anos lembra dos fatos. Alex, a época, era presidente da Câmara Municipal de Rio Branco e o emedebista Mauri Sérgio era o prefeito de Rio Branco. No período, Alex pintava e bordava no parlamento municipal, de onde proliferavam denúncias e mais denúncias de irregularidades. O responsável pela representação desse caso na Justiça foi o então vereador petista Antonio Monteiro.

O que não dá pra rir, dá pra chorar!

O engraçado de tudo isso é que o ex-parlamentar fez chegar ao público mensagem que traz em seu bojo entendimento subliminar colocando-o como vítima de injustiça. Olha que falta de óleo de peroba: “Continuo serenamente acreditando na justiça de meu país. Acredito também em uma frase de Rui Barbosa que diz: Onde quer que haja um direito individual violado, há de haver um recurso judicial para a debelação da injustiça”. Quem vê, pensa que alguém falsificou o certificado no lugar de José Alex. É cada uma!

Sinalização

O presidente Jair Bolsonaro enviou ontem, sexta-feira, para contatos pessoais no Whatsapp, um texto de autoria desconhecida que classifica o Brasil de “ingovernável fora de conchavos” O texto, que já circulava nas redes sociais pelo menos desde segunda-feira, dia 13, remete a pressões sofridas pelo governo. O compartilhamento foi revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmado ao jornal O GLOBO pelo porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros.

Grupos

A mensagem replicada por Bolsonaro diz que o país é o “governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público”. Diante deste cenário, de acordo com o texto, Bolsonaro representaria uma quebra de padrões não aceita por grandes corporações e outros atores sociais.

Mensagem

“Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável”, afirma a mensagem.

Chancela

Em outro trecho, a suposição de que não há possibilidade de que o presidente governe o Brasil sem se associar a organizações com interesses escusos é apontada como a razão para que compromissos de campanha não sejam cumpridos sem “as bençãos” de grandes corporações. “Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto”, diz o texto.

Tirando o corpo fora

A mensagem menciona ainda o risco de o Congresso fazer modificações na medida provisória que redesenhou o número de ministérios e a estrutura administrativa do governo desde janeiro . O texto afirma que o Brasil está “disfuncional”, mas que isso não é culpa de Bolsonaro porque “ele não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou”.

Coincidências

O envio da mensagem ocorre em meio a desafios enfrentados pelo governo, como protestos contra cortes na Educação, a investigação envolvendo o filho Flávio Bolsonaro e a dificuldade de aprovar a MP que reorganiza o governo. Na semana passada, o presidente chegou a dizer que o governo iria enfrentar um “tsunami” nessa semana, mas não explicou a que se referia.

Interesses escusos

Questionado sobre o texto, Bolsonaro divulgou uma nota dizendo que “a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas”.

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