Em média, três motos são roubadas por dia em Cruzeiro do Sul, aponta polícia

Em 90% dos casos veículos são recuperados, segundo a polícia. Motos são roubadas para ser usada em outros crimes – Foto: Arquivo/PM-AC

O roubo de motos em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, se tornou um crime diário nos últimos meses. De acordo com a polícia, todos os dias, em média, três vítimas comparecerem à delegacia da cidade, que tem pouco mais de 86 mil habitantes, para denunciar que sua motocicleta foi levada por bandidos.

Nesta quarta-feira (12), mais duas motocicletas foram recuperadas na segunda maior cidade do Acre. Uma delas foi resgatada por agentes da Polícia Civil que tiveram informação que uma moto tinha sido abandonada em uma rua da cidade. A outra foi encontrada por policiais militares que também foram informados de outra moto deixada em outro bairro.

De acordo com a polícia, já são quase 200 motocicletas recuperadas no município somente em 2018. Segundo o delegado Lindormar Ventura, geralmente os bandidos subtraem as motocicletas para usar nas ações criminosas de grupos que agem nas cidades do Vale do Juruá.

“Dificilmente eles utilizam motocicletas de alguns dos seus pares, até para dificultar a identificação e a ligação do crime a essas pessoas. Então, geralmente eles estão usando veículos oriundos de roubos e furtos”, afirma Ventura.

No mesmo dia em que duas motocicletas foram encontradas, pelo menos três pessoas prestaram queixa de roubo de seus veículos. Esses casos ainda estão sendo investigados. Segundo a polícia, quase todas as motos roubadas são recuperadas. A maioria é abandonada logo após o uso nas ações dos bandidos.

Algumas motos também são vendidas para moradores de comunidades rurais e outras servem para desmanche ou para troca por droga. O delegado orienta aos proprietários para os cuidados que devem ser adotados para evitar que se tornem vítimas desse tipo de crime.

“Já teve caso da mesma moto ser furtada de duas a três vezes. A gente chama até a atenção para que as pessoas reforcem o ambiente onde deixam esses bens. Aqui, algumas pessoas moram em locais que não tem acesso a suas casas e deixam suas motos distantes. Logicamente, o bandido sabendo disso facilita e é um alvo muito recorrente”, alerta.

Portal G1/AC