Em 15 dias, Semeia aplica 20 autuações por queimadas urbanas em Rio Branco

Ações de combate e prevenção alertam sobre o risco de queimadas urbanas – Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Nos últimos 15 dias, a Secretaria de Meio de Ambiente aplicou 20 autuações por queimadas urbanas em Rio Branco. Para alertar e conscientizar a população, foi lançado o projeto de enfrentamento as queimadas urbanas e incêndios em áreas de proteção no Horto Florestal, em Rio Branco.

A Semeia é um dos órgãos de defesa ambiental que está com ações voltadas na prevenção e combate as queimadas urbanas. Com previsão de seca severa no Acre, órgãos alertam a população sobre o risco das queimadas provocadas durante o período de estiagem.

Palestras, campanhas, orientações e reuniões com associação de moradores e de produtores rurais são algumas das iniciativas realizadas pelos órgãos. As ações compõem o plano de contingência para gerenciamento de queimadas no Acre, montado em no novembro do ano passado.

Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual, Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia), Exército, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) são alguns dos envolvidos.

Projeto

No lançamento, na última segunda-feira (3), o secretário da Semeia, Aberson Carvalho, explicou que existem equipes disponibilizadas 24 horas por dia para atender as denúncias sobre queimadas e incêndios urbanos na capital acreana.

Ainda segundo a secretaria, os bairros que mais registram queimadas são o Belo Jardim, Calafate e Tancredo Neves. Com o tempo seco, o secretário lembrou que fica mais propício queimar, mas as queimadas são proibidas e a multa pode chegar até R$ 4 mil.

“O que vamos fazer é uma intensificação ainda maior. Percebemos que com a estiagem, concentração de muitas queimadas e a sensação de que queimar é permitido, não vamos permitir a queima em Rio Branco. Teremos equipes funcionando de dia e à noite e finais de semana também”, acrescentou.

Carvalho frisou que queimar não prejudica apenas a fauna e a flora, mas acarreta problemas respiratórios, invisibilidade nos ramais e estradas, o que pode causar acidentes por causa da fumaça. O secretário deixou um número de telefone para denúncias, que também podem ser feitas pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

“Então, todos esses fatores agregam para uma ação emergencial da prefeitura, onde vai ter duas equipes de pronto atendimento para as denúncias e o telefone é 3228-5765, que as pessoas podem fazer denúncias e também entrar em contato via Ciosp que vai repassar a demanda para nós”, concluiu.

Anos críticos

O major do Corpo de Bombeiro, Cláudio Falcão, disse que fez um estudo com dados de ocorrências de queimadas urbanas atendidas pelos bombeiros entre 2005 e 2019 no Acre. Segundo ele, os anos mais críticos com mais ocorrências foram 2010, 2015, 2016, 2017 e 2018.

“Sendo que em 2016 chegamos bem próximo de quase 4 mil ocorrências atendidas só em Rio Branco. Se contabilizarmos o estado todo, ultrapassa oito mil ocorrências de incêndios ambientais urbanos atendidos apenas pelo Corpo de Bombeiros repassadas pelo 193”, lamentou.

O major acrescentou que os casos não incluem dados de satélite, registrados como foco de calor. De acordo com o bombeiro, as ações de prevenções iniciaram ainda no ano passado.

“Informamos, trabalhamos com associações de moradores, com associação de produtores rurais para fazer o combate, ensinamos os produtores rurais como fazer a utilização do fogo e queimada controlada. Todas as queimadas urbanas são criminosas, porque todas estão em desacordo com a lei, é proibido queimar, sejam folhas, quintais ou seja o que for. Infelizmente as pessoas não se conscientizam.

Portal G1/AC

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