Corredor ecológico para mico-leão-dourado sairá em 2020

Na década de 1970, o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) quase foi extinto por causa do tráfico internacional e do desmatamento – Foto: Khass 2000/Flickr

Rodovias e estradas acentuam a fragmentação de ecossistemas, a perda do habitat e o isolamento de espécies como o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), que embora tenha melhorado o status de conservação, continua ameaçado. O caso mais concreto é BR-101, uma das rodovias mais movimentadas do Brasil. A duplicação da rodovia corta o habitat do mico-leão-dourado, e dificulta ainda mais a circulação dos animais.

Para contornar essa situação, está sendo construído o primeiro viaduto vegetado em rodovias federais para travessia de animais silvestres. O mico-leão-dourado é endêmico do interior do estado do Rio de Janeiro e o corredor vai conectar a população da reserva de Poço das Antas com diversas propriedades que pertencem a APA da Bacia Rio Sao Joao/Mico Leao dourado.

O viaduto mitigará o problema da pista que está no caminho do Mico-Leão-Dourado. A BR 101 possui, atualmente, duas pistas, dois acostamentos e um canteiro central. A obra de duplicação da BR 101, rodovia que começa na ponte Rio-Niterói e se estende até a divisa do Rio com o Espírito Santo, começou em 2011, três anos depois de ser concedida à iniciativa privada. Os órgãos ambientais condicionaram a obtenção da licença se a concessionária Autopista Fluminense instalasse passagens aéreas e subterrâneas.

As obras de instalação da passagem de fauna estão sendo feitas após 6 anos de acordos e judicialização. O viaduto é uma esperança para que a espécie, hoje isolada em pequenos fragmentos, possa enfim sair da lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção.

Fonte: O Eco

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