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    Moro, de herói nacional a boneco dos “minions”

    Sérgio Moro deixou de ser troféu e passou a bonequinho do bolsonarismo.

    Está perdendo suas forças próprias.

    Tornou-se dependente do próprio Jair, os escroques de O Bolsonarista, dos maníacos do Pavão, dos tuítes do Carluxo, dos surtos do General Heleno, de toda este pântano fétido que se constitui o governo, acrescido da “turma do mercado” que tem sonantes razões para estar a favor da lama.

    Tem os 30% que o fanatismo ainda retém.

    Seu círculo de influência, que ia muito além dos minions e correlatos, estreitou-se a ponto de quase se confundirem os dois, não cessa de encolher e é provável que siga se encolhendo enquanto se aproximam dois momentos terríveis para sua imagem.

    Refiro-me aos áudios – que, segundo Ricardo Noblat, seriam 2 mil – e ao julgamento, em agosto, de sua suspeição no Supremo Tribunal Federal, onde parece deteriorar-se a situação do ex-juiz.

    Antes, outro percalço: a intimação do ministro Bruno Dantas, do TCU, a que Paulo Guedes e o presidente do Coaf, Roberto Leal, para saber se foi mesmo ordenada a investigação sobre as finanças de Glenn Greenwald, o que será, se admitido, gasolina na fogueira.

    Nos jornais, fala-se que, perdido o STF, seu projeto agora ser o candidato a vice de Bolsonaro nas eleições de 2022.

    Isto é, para usar suas próprias palavras,”um balão vazio, cheio de nada”.

    Jornalista

    Fonte: http://www.tijolaco.net

    ‘Veja’ luta para escapar da irrelevância

    Não tenho informações sobre o que acontece nos bastidores da Veja, revista onde trabalhei durante nove anos, entre 1988 e 1997. Só consigo imaginar.

    Desde que expulsou Joice Hasselman e sustentou que o nazismo não é de esquerda, Veja passou a ser atacada pelos fascistas-bolsonaristas, que a chamam de “comunista”, mesmo sem saberem direito o que é isso.

    Certamente a direção percebeu que não há meio de manter a aliança com o fascismo vigente nos tempos em que a prioridade era derrotar o petismo. Cumprida essa tarefa “histórica” da burguesia brasileira, a revista agora se vê na necessidade de se diferenciar da turba de imbecis e de milicianos que chegaram ao poder em Brasília. Precisa demarcar campo perante o extremismo histérico à la Diogo Mainardi e Mario Sabino, seus ex-quadros que hoje se tornaram porta-vozes do olavismo.

    A Veja é neoliberal, elitista e golpista, pró-EUA e com padrões éticos muito discutíveis (para dizer o mínimo), mas não tem como se tornar uma publicação de extrema-direita para agradar seu público. A revista sempre exibiu posições progressistas em temas como homossexualidade, feminismo e racismo. Defende a herança do Iluminismo, a ciência e os rituais da democracia representativa. Torceu por Hillary Clinton contra Trump.

    No momento, Veja trata de reassumir seu antigo perfil de “centro-liberal”, evitando confrontar com os leitores (ampla maioria) que ainda idolatram Bolsonaro.

    Reparem que a revista escreveu na capa “Justiça com as próprias mãos”, quando a palavra correta, obviamente, seria “injustiça”. Fez isso por medo de queimar definitivamente os navios com seu público reacionário. E também porque tenta se esquivar ao imperativo básico de coerência que a interpela a explicar o papel infame que exerceu, durante anos, em apoio à grande fraude da Lava-Jato.

    Veja nesta semana mostrou que ainda está viva. Mas não tem jeito. Vai perder muitos e muitos leitores de direita, sem reconquistar espaço na centro-esquerda. Consultórios médicos e dentários continuarão cancelando suas assinaturas. Essa é a sina da publicação que em um passado nem tão distante se vangloriava de ser uma das maiores revistas semanais do mundo.

    Veja deve sobreviver ao naufrágio da Editora Abril, ainda que se torne muitíssimo menor do que já foi. A parceria com Glenn Grenwald é uma chance de escapar da irrelevância a que parecia condenada.

    Jornalista

    Fonte: https://www.brasil247.com

    Politicamente, Moro morreu

    Em si, Sergio Moro não tem mais importância na política brasileira. Todos os verbos que se referem a ele estão no passado.

    Agora ou nunca

    Deltan Dallangnol, a três dias das eleições de 2018, rosava as bochechas, agoniado.

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