Após quase 2 meses preso, ex-diretor da Emurb é solto e deve usar tornozeleira eletrônica

Pedido de liberdade de Jackson Marinheiro foi aceito nesta quinta (16) durante sessão na Câmara Criminal de Rio Branco – Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Após quase dois meses preso, o ex-diretor da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) Jackson Marinheiro teve o pedido de liberdade aceito pela Justiça acreana nesta quinta-feira (16). Marinho foi preso novamente no dia 30 de março por descumprimento de medida cautelar.

Marinheiro é acusado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Acre (MP AC) de participar de um esquema de fraudes que gerou um desvio de R$ 7 milhões na Emurb.

Ao G1 nesta quinta, o advogado do ex-diretor, André Neri, explicou que o pedido foi aceito durante sessão na Câmara Criminal de Rio Branco. O advogado não soube informar se Marinheiro já deixou o presídio.

“Tem uma cautelar para monitoração eletrônica. Estamos aguardando a lavratura do alvará [de soltura]”, falou.

Preso novamente

Após a prisão do ex-diretor no dia 30 de março, a defesa entrou com um pedido liminar de habeas corpus. Porém, o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), durante plantão do desembargador Samoel Evangelista.

A defesa de Marinheiro falou que já tinha protocolado um novo pedido de liberdade no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No dia 10 de abril, Marinheiro já foi condenado a quatro anos de prisão pelo crime de peculato. A decisão é da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco e ainda cabe recurso.

Em uma revista realizada na casa do ex-diretor, equipes do Gaecco e da Polícia Militar do Acre (PM-AC), que cumpriam mandado de busca e apreensão, encontraram um notebook com o adesivo da Emurb escondido dentro do armário de roupa.

Desvio de milhões

Marinheiro e outras 17 pessoas já haviam sido presas no dia 1º setembro de 2017 durante a 2ª fase da Operação Midas. No final de setembro daquele ano, a Justiça aceitou o pedido de liberdade dos suspeitos e substituiu o regime fechado por cumprimento de medidas cautelares, entre elas o bloqueio de bens.

“Houve um descumprimento com relação ao bloqueio de bens. Foi constatado que ele estava, na verdade, se desfazendo de patrimônios que estavam judicialmente bloqueados. No caso específico, foi constatada a venda de gado. Então, foi isso que motivou o mandado de prisão”, informou o promotor Bernardo Albano.

Portal G1/AC

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