Após 10 dias preso, Justiça manda soltar PM envolvido em acidente que matou mulher

A Justiça do Acre acatou um pedido de revogação de prisão, nesta segunda-feira (10), e mandou soltar o policial militar Alan Martins, preso desde o último dia 31 pela morte de Silvinha Pereira em um acidente de trânsito. O carro que o PM dirigia bateu na motocicleta que a mulher estava com o marido, no dia 18 de maio, na Estrada Dias Martins, em Rio Branco.

Os três ficaram feridos e foram levados para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). No dia 19, Silvinha morreu no hospital e o marido ficou internado à espera de uma cirurgia no fêmur.

A prisão preventiva foi um pedido do Ministério Público do Acre (MP-AC). Segundo as investigações do órgão, Martins tinha consumido cerca de 30 garrafas de cerveja no dia do acidente. A defesa nega que ele tenha bebido no dia da batida.

Ao G1, o advogado do policial, Wellington Silva, disse que fez o pedido oral de revogação da prisão durante audiência de apresentação do PM, na 1ª Vara do Tribunal do Júri. O pedido foi acatado pelo juiz Clovis de Souza Lodi.

“Aplicou algumas medidas cautelares em substituição a prisão como não comparecer em bares, boates e outros, não sair da cidade, comparecer mensalmente ao juízo para confirmar ou justificação das atividades e suspensão da CNH [Carteira Nacional de Habilitação]”, confirmou.

Martins estava preso no Batalhão de Operações Especiais (Bope). Segundo Silva, o alvará de soltura já foi cumprido e o policial está em casa com os familiares.

“O Ministério Público foi contrário o pedido da defesa. Entendeu que deveria ser mantida a prisão preventiva, mas a defesa entende que não e o juiz atendeu o pedido”, frisou.

DENÚNCIA

Ainda segundo Silva, o inquérito do MP-AC foi encerrado e a denúncia oferecida pelo órgão. Martins foi denunciado por homicídio doloso cometido na direção de veículo automotor, pela morte de Silvinha, e tentativa de homicídio doloso contra José da Silva, de 43 anos, marido da vítima fatal.

“Ele vai aguardar o processo em liberdade, só foi ouvido pelo Ministério Público, não foi ouvido pela Polícia Civil”, acrescentou o advogado.

Portal G1/AC

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