Via zap-zap

Agência Senado

Via WhatsApp, o senador Gladson Cameli divulgou um áudio no qual afirma que já estariam liberadas as exportações de carne suína e bovina para o Peru. E vai além: a confirmação lhe fora feita por meio de uma ligação do correligionário e ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, versando sobre o desembaraço aduaneiro.

Errando feio

Ocorre, porém, que tal informação não procede. A exportação de carnes suínas e bovinas do Acre para o Peru somente estará liberada a partir de 20 de novembro, conforme protocolo assinado, em setembro deste ano, pelo próprio ministro Blairo Maggi e pelo ministro da Agricultura do Peru, Miguel Barandiarán.

Melou

Assim que o áudio feito por Gladson chegou ao conhecimento do procurador do Estado em Brasília, Armando Melo, ele procurou se informar sobre a veracidade do que o senador do PP havia dito. Confrontando o que este último afirmara com os termos do ato de cooperação entre o Brasil/Acre e a Federação Peruana, Melou comprovou o equívoco.

Com o chapéu alheio

Mais um vez ficou comprovado, portanto, que Gladson tenta obter ganhos políticos com uma iniciativa alheia – só que desta vez repassando informação errada. Há mais de três anos o governo do Estado vem negociando com o Peru a supressão das barreiras sanitárias e aduaneiras com o objetivo de comercializar proteína animal produzida aqui.

Batalha do governo

O procurador Armando Melo sustentou que “a batalha é do governo do Estado do Acre”, e que ligou para o chefe de gabinete do ministro Blairo Maggi, Coaraci Nogueira, a fim de verificar se tinha havido alguma mudança no calendário de exportações. Como resposta lhe foi informado que a data permanece a mesma, ou seja, dia 30 de novembro.

Elementar, meu caro Watson!

E por que o senador Gladson Cameli, afinal de contas, precisa agir como se fosse pai das crianças alheias? Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso é capaz de chegar a três conclusões sobre essa questão. Vamos a elas.

No quintal do vizinho

O primeiro ponto é o seguinte: ao “apropriar-se” da BR-364, prometendo à população dos municípios que dela dependem que não faltariam recursos para a sua manutenção, o senador pepista deu com os burros n’água. Como exerceu dois mandatos improdutivos na Câmara dos Deputados, e sua atuação no Senado segue pelo mesmo caminho, é preciso mostrar serviço às vésperas das eleições estaduais, nas quais pretende concorrer ao governo. E quem, a despeito de não plantar, precisa colher, acaba por fazê-lo no quintal do vizinho, não é mesmo?

Nas ruas outra vez

O juiz responsável pela Comarca de Brasileia, Clóvis Lodi, mandou soltar o vereador Joelson Pontes (PP), preso durante a quarta fase da Operação Labor, da Polícia Federal. Joelson é acusado de envolvimento com um esquema que desviou milhões de reais dos cofres públicos do município.

Imposições

O parlamentar pepista terá que se apresentar à Justiça a cada 30 dias para informar em quais atividades tem se envolvido. Além disso, está proibido de frequentar bares e casas noturnas, sendo obrigado a estar em casa após as 19 horas – exceto em caso de trabalho ou de participação em congregação religiosa. Joelson Pontes também não pode sair de Brasileia por mais de 15 dias sem autorização judicial.

Sem salário

O parlamentar foi afastado do cargo que exercia na Câmara Municipal e teve suspenso o salário de vereador. Segundo o site O Alto Acre, Joelson pagou R$ 15 mil de fiança.

Boa vontade

Agência Aleac

O deputado estadual Raimundinho da Saúde diz estar satisfeito em ver que o governador Tião Viana (PT) mostra boa vontade em relação à tentativa de salvar o emprego de 1,8 mil servidores do Pró-Saúde, ameaçados de demissão por determinação da Justiça do Trabalho.

Gratidão

Raimundinho também ressalta o apoio da mesa diretora da Aleac na tentativa de resguardar os salários de mães e pais de família que vivem o drama da ameaça do desemprego.

Lá deu certo!

O parlamentar contou, na última terça-feira (10), que esteve no Amapá, onde o governo conseguiu, através da criação de uma empresa, reverter semelhante situação vivida pelos servidores públicos daquele Estado. E se mostrou animado com a perspectiva de que a solução seja adotada pelo governador Tião Viana.

Dura lex, sed lex

Deputado Jenilson Leite (PCdoB) disse ontem (11) que a diminuição da criminalidade depende de uma reforma nas leis penais, capaz de “endurecer” as punições aos infratores. Segundo ele, enquanto o Congresso Nacional não tomar essa decisão a violência continuará ganhando força em todo o país.