Vai entender!

Foto: O AltoAcre

Por mais que se esforce, este colunista não consegue compreender por que o prefeito de Assis Brasil, Zum (PSDB), anunciou na quarta-feira (10), em publicação no Diário Oficial do Estado do Acre, dois editais para os processos seletivos simplificados da Secretaria de Educação do município.

Incongruência

A prefeitura oferece 35 vagas para professores temporários, para atuar no ensino fundamental e no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) das zonas urbana e rural de Assis Brasil. Mas onde está o busílis? Aos fatos…

Inadimplência

O município administrado pelo PSDB apresenta muitos problemas, herdados da administração passada e agravados neste primeiro ano de gestão do alcaide tucano. O atraso nos salários dos servidores é um deles.

Queijo suíço

Além disso, a buraqueira toma conta das ruas de Assis Brasil, e já começou a virar meme nas redes sociais.

Deu no 3dejulhonoticias

Com a chegada do inverno, as vias do município estão praticamente intrafegáveis. É o caso da Rua Juvenal Duarte, Rafael Martins Leão, João José do Bonfim, entre outras.

Nem ao menos um tijolo

Segundo matéria do site citado acima, não obstante a olaria municipal funcionar diariamente, o prefeito Zum não conseguiu colocar um tijolo sequer em nenhuma rua desde que assumiu o comando do município.

Demérito

Com as demandas crescendo na mesma medida da insatisfação dos servidores, obrigados a quitar suas dívidas com juros, o prefeito tucano resolve convocar novos professores. Sim, certamente se trata de uma necessidade imperiosa do setor da educação municipal. Mas aumentar as despesas sem as que os salários sejam pagos em dia não é uma iniciativa nada louvável.

Vaticínio do deputado Rocha

Zum, aliás, repete a receita dos aliados políticos do Juruá – entre os quais o Dr. Betinho, seu antecessor e antigo correligionário, o tucano Marcinho Miranda, de Xapuri, o medebista Everaldo Gomes, de Brasileia, e André Hassem, de Epitaciolândia. Como ressaltou Rocha logo depois da campanha de 2012, eles deram muitas demonstrações sobre o modo oposicionista de governar.

Adendo

A propósito desse mesmo assunto, mais adiante falaremos do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (MDB), que parece seguir o receituário dos aliados adotado nos municípios do Alto Acre.

Estratégias de prevenção

Representantes da Associação Comercial do Acre (Acisa) receberam na noite da última terça-feira, 9, na sede da entidade, o superintendente do Banco da Amazônia, André Vargas. O objetivo do encontro foi planejar as alternativas a um possível desabastecimento do Estado, devido à cheia do rio Madeira.

Caldo escaldado…

Em 2014, o Acre sofreu com a ameaça do desabastecimento despois que o manancial transbordou, impedindo o tráfego sobre a BR-364.

Monitoramento

Equipes da Defesa Civil foram deslocadas para Rondônia e monitoram o rio com frequência. Mas previsão de chuvas para os próximos dois meses é bem acima da média, e a maior preocupação é que o rio Abunã atinja a marca de 22 m.

Melhor se antecipar ao problema

O presidente da Acisa frisou a importância de que o empresariado se previna contra um possível bloqueio da rodovia e garantiu acionar os principais órgãos e instituições do poder público e da iniciativa privada para debater alternativas viáveis que evitem o desabastecimento do comércio local.

Corta aqui!

Fonte da coluna informa que no Juruá os grupos do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PMDB), e do correligionário e padrinho político Vagner Sales caminham para o rompimento incontornável.

Queda de braço

Eleito com a força de Sales e sob acusações do PSDB de compra de adversários políticos, cujas negociações se davam no gabinete do ex-prefeito, Ilderlei acredita ter ganhado musculatura suficiente para propor uma queda de braço com o fiador de sua ascensão ao cargo.

Conflito de interesses

A principal razão do rompimento seria a pretensão do prefeito de turbinar a virtual candidatura à Câmara Federal do tio, Rudilei Estrela (Progressistas), em detrimento da tentativa de reeleição de Jessica Sales, filha de Vagner.

Colateral

Segundo sites da região, na última terça-feira, uma reunião combinada para acalmar os ânimos acabou por provocar o efeito contrário. Ilderlei teria saído do encontro com Sales e outros membros da executiva municipal do MDB disposto a apagar todos os vestígios da herança recebida pelo antecessor, em forma de apoiadores que ocupam cargos-chave na administração do município.

Afastamento premeditado

Reportagem do site O Juruá Em Tempo revelou que as relações entre Ilderlei e Sales se agravaram depois da intervenção do senador Gladson Cameli (Progressistas) no caso. Temeroso de que a rejeição popular à gestão de Ilderlei e seu crescente desgaste – decorrente, em grande parte, de medidas como criação de mais de 600 cargos comissionados na prefeitura e a imposição de uma taxa mensal para recolhimento do lixo doméstico – pudessem respingar em sua pretensa candidatura ao governo do Estado, Gladson deliberou com Sales que o melhor seria se desvincularem do alcaide.

Exumação política

De vice-prefeito que brigou com a titular do cargo, Zila Bezerra, a deputado federal de atuação apagada e desempenho pífio, Ilderlei Cordeiro estava politicamente morto quando foi exumado por Sales, supostamente a pedido de Gladson.

Nada de remissão

Sua breve e medíocre biografia política parecia redimida pela conversão religiosa, mas a realidade tratou de revelar que a salvação de Ilderlei está longe de se dar através de sua atuação como chefe do Executivo municipal.

Divisão da culpa

Vagner Sales, como fiador político do sucessor, carrega a responsabilidade de ter garantido à população que ele faria um bom trabalho por Cruzeiro do Sul. E a parcela de culpa correspondente ao senador do Progressistas reside no fato de ter persuadido o primeiro a ‘ressuscitar’ Ilderlei.

Decepção

Mas, pelo menos por enquanto, não são eles que pagam pelos erros do alcaide do MDB. Os que mais sofrem com a inaptidão do prefeito eleito são os moradores, cada dia mais decepcionados com sua gestão.