Tô nem aí

O senador Gladson Cameli (PP), candidato ao governo pela coligação ‘Mudança com Confiança’, em sua visita ao Vale do Acre, na última sexta-feira, deixa patenteado que pouco se importa em transmitir ao eleitorado confiança na mudança que propõe.

Luz na passarela

Ontem, no seu perfil no Facebook, a candidata a deputada federal Vanda Milani (SD) postou vídeo de campanha onde Gladson aparece de mãos dadas com o ex-prefeito Everaldo Gomes (MDB), recém-saído da cadeia por roubo de dinheiro público, em efusivos cumprimentos à patuleia. Everaldo é um dos coordenadores de campanha de Cameli na região.

Bufunfa

Ainda na fronteira, e em referência aos coordenadores de campanha de Gladson no Vale do Acre, na quinta-feira a Política Federal fez ‘baculejo’ na casa do candidato a deputado estadual Joaquim Lyra, do mesmo partido de Cameli, apurando denúncia decorrente de um áudio postado por Lyra nas redes sociais, onde ele diz que está na casa de um amigo, separando R$ 300 mil, para segunda-feira ‘botar a campanha na rua’. Detalhe: o áudio é acompanhado de uma foto onde o candidato aparece postado atrás de um tijolo de dinheiro.

Menino bom!

Resta lembrar que o outro coordenador de campanha de Gladson Cameli em Brasileia vem a ser o ex-prefeito Aldemir Lopes (MDB), que faz a campanha do pepista com uma reluzente tornozeleira no mocotó, em decorrência de cautelar, referente à prisão realizada em 13 de setembro do ano passado, durante a 4ª fase da Operação Labor, batizada de Dolos-Apate, deflagrada pela Polícia Federal do Acre.

Mais rolo!

Já em Rio Branco, na quinta-feira, a Polícia Federal prendeu uma das principais aliadas de Gladson Cameli no Estado, a publicitária Charlene Lima – presidente do PTB no Acre, candidata a deputada federal pela coligação de Cameli e proprietária da empresa VT Publicidade, que gerenciava o setor de Marketing da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

Expoente

Charlene foi alcançada pela Operação Hefesto, que apura desvio do dinheiro público, mediante emissão de notas fiscais frias ou superfaturadas. No Vale do Juruá, o coordenador maior de campanha de Gladson é Vagner Sales. Sales responde a 26 processos na justiça, sob acusação de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos, enfim, um passeio no código penal.

Palpite – e nada mais

Tem coisa que não se deve levar a sério mesmo. Um blogueiro de Tarauacá, que atualmente reside em Cruzeiro do Sul, publicou que Marcio Bittar, candidato ao Senado pelo MDB, pode repetir o feito de 2010, quando foi o campeão de votos para a Câmara Federal.

De quinta

Vamos lá, então. O blogueiro embasa a tese num único argumento: o do recall político de Bittar, ou memória eleitoral – ou ainda, como grafou, o fato de o emedebista estar com o nome ‘encucado’ na lembrança do eleitor.

Terceiro… ou quarto lugar

Ocorre, porém, que Bittar – segundo a pesquisa que seu candidato ao governo, Gladson Cameli (PP), alardeia como verídica – aparece em terceiro lugar entre os quatro candidatos melhor colocados na disputa. E ainda assim tecnicamente empatado com o atual presidente da Assembleia Legislativa do Acre, o deputado estadual Ney Amorim (PT).

Desconstrução

Além disso, a candidatura do emedebista vem sendo desconstruída pelos aliados, a começar pelo prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, do mesmo MDB de Marcio Bittar. Dias atrás, Mazinho declarou voto e apoio a Ney Amorim.

Repúdio

Antes disso, o Democratas do deputado federal Alan Rick declarou publicamente que não apoiaria a candidatura do emedebista ao Senado. A alegação foi de que Bittar os enganara na indicação do suplente em sua chapa, preferindo atender ao irresistível charme da presidente estadual do PR, Antônia Lúcia, que tratou de emplacar na suplência o médico Eduardo Velloso.

Rompimento

Após o rompimento do prefeito Mazinho Serafim com seu correligionário, foi a vez de três pequenos partidos da aliança de Gladson fazerem o mesmo. Dirigentes regionais do PPS, PMN e PTC descartaram apoiar o emedebista, bem como, também, o senador Sérgio Petecão (PSD), candidato à reeleição.

Busílis

Os nanicos reclamam que a dupla não dá a mínima para eles – e nem o mínimo – já que, segundo disse a presidente do PPS, Rosana Nascimento, que disputa uma vaga na Câmara Federal, tudo que ela conseguiu fazer na campanha eleitoral até o momento foi tirado do próprio bolso.

Capoeirista

E não acaba por aí: após a eleição de 2010, Marcio Bittar foi acusado por inúmeros apoiadores de ter dado o cano em quase todos eles. Na verdade, o único que restou do antigo grupo político do ex-deputado foi o coirmão Edson Siqueira.

Era digital

Antigamente se dizia que o papel tudo comporta, em referência ao muito que se escreve e ao pouco que acaba por se confirmar. Hoje nós podemos afirmar que o desatino de alguns escribas pode ser medido em Bytes – a unidade de informação digital usada para especificar a quantidade de memória que um determinado dispositivo é capaz de armazenar.

Nem um Megabyte

A memória do mencionado blogueiro não chega nem a um Megabyte, já que ele, em sua tosca argumentação em favor de Bittar, errou até mesmo a data em que o então candidato tucano foi eleito deputado federal com mais de 52 mil votos. O pobrezinho afirma em seu post (no Blog Tarauacá Agora) que Marcio Bittar teria sido eleito para a Câmara Federal em 2012 – ano de eleições municipais. Pode?