Situação insustentável

Se já era delicada a condição do presidente Michel Temer, sem legitimidade alguma e muito menos popularidade para governar o país, pode-se dizer que a situação do peemedebista tornou-se insustentável após o escândalo de divulgação do áudio em que Temer avaliza a compra do silêncio do ex-deputado cassado Eduardo Cunha, seu correligionário de partido que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato.

Ainda na quarta-feira, 17, quando ganhou enorme repercussão a delação bombástica dos empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley, donos da JBS, dois pedidos de impeachment do presidente foram protocolados em menos de quatro horas pelos deputados federais Alessandro Molon (Rede-RJ) e JHC (PSB-AL). Já na tarde de ontem, os pedidos de impeachment já somavam oito.

Como Temer garantiu, em pronunciamento, que não irá renunciar, cabe à justiça agir rápido e tomar as providências necessárias para que o presidente seja afastado do cargo o quanto antes. E embora na Constituição esteja previsto eleição indireta quando a vacância ocorre no segundo biênio do mandato, o Congresso terá que ouvir o clamor popular e aprovar uma emenda constitucional para que o eleitor possa ir às urnas escolher o futuro presidente do Brasil. É a única forma de tentar tirar o país do fundo do poço!