Sesi promove seminário sobre SST e eSocial em Brasileia, Rio Branco e Cruzeiro do Sul

 “Queiram ou não queiram, todas as empresas terão que usar um sistema próprio ou contratarem, terceiros ou prestadores de serviços, para atenderem ao eSocial. Terão que informatizar a gestão de saúde e segurança, uma transformação sem precedentes na nossa história. Vamos sair da era da caderneta de poupança, que tínhamos antigamente, e vamos para era completamente digital”.

As palavras foram ditas pelo médico do Trabalho e executivo da CNI, Gustavo Nicolai, durante o ‘Seminário SESI de SST, Prevenção como Redução de Custos – eSocial e seus Impactos em SST’. O evento foi realizado nos dias 11, 12 e 13 deste mês, em Brasileia, Rio Branco e Cruzeiro do Sul, respectivamente.

Grande público participou do seminário em Brasileia, Rio Branco e Cruzeiro do Sul – Fotos: Cedidas

Ainda durante suas explanações, Nicolai alertou que todas as empresas, sejam elas micro, pequena, média ou grande, microempreendedor individual ou microempreendedor rural, que tenham mão de obra onerosa, terão que responder aos eventos do eSocial.

“As empresas terão que enviar, digitalmente, informações sobre o cumprimento de obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas ao ambiente nacional, que é compartilhado por Caixa Econômica, Ministério do Trabalho e Emprego, Receita Federal, Previdência Social e INSS”, reforçou o executivo da Confederação Nacional da Indústria.

A presidente em exercício da FIEAC, Adelaide de Fátima, esteve presente nos seminários em Brasileia, Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Ela destacou que Saúde e Segurança do Trabalho têm sido uma constante prioridade na programação de ações do SESI, com a intenção justamente de atender melhor a uma crescente demanda das empresas no Acre preocupadas em oferecer melhores condições de trabalho como fator indutor da produtividade.

“É de conhecimento de todos que as condições desfavoráveis do ambiente de trabalho constituem um dos fortes componentes do chamado ‘Custo Brasil’, na medida em que propiciam uma elevada ocorrência de acidentes do trabalho e doenças profissionais. Por isso damos tanta atenção para esse tema, pois não temos dúvidas de que Saúde e Segurança no trabalho são imprescindíveis quando o propósito é manter um ambiente de trabalho saudável e produtivo”, ressaltou a presidente.

Advogado trabalhista e analista na Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, Orion Sávio Santos de Oliveira palestrou em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, abordando como tema “O Registro de Eventos Trabalhistas na Era Digital”.

“Vamos passar para um registro digital de várias das informações que a legislação exige do empregador. Isso será congregado no eSocial e é muito importante como isso será feito e como irá mudar a rotina da empresa, evitando assim o risco de prestação de informações equivocadas e de possíveis autuações por algo que foi feito em divergência com o que a lei determina”, frisou o advogado trabalhista.

“Vamos sair da era da caderneta de poupança, que tínhamos antigamente, e vamos para era completamente digital”, destaca o médico do Trabalho e executivo da CNI, Gustavo Nicolai
Brasil registra mais de 500 mil acidentes de trabalho por ano

Auditora fiscal e chefe do Núcleo de Segurança do Ministério do Trabalho no Acre, Polyana Santiago de Almeida esteve nas palestras promovidas em Brasileia e Rio Branco. Ele falou sobre os diversos tipos de acidentes de trabalho e chamou atenção para a importância de se prevenir essas ocorrências, que registram índices alarmantes no Brasil.

“No país são mais de 500 mil acidentes de trabalho por ano, o que corresponde a 66 por hora. Sendo que são casos completamente evitáveis, pois um grande número tem as mesmas causas. Como temos esse conhecimento, podemos evitá-los. E não é só o acidente em si, como também a doença laboral, que no Brasil é completamente subnotificada”, comentou Almeida.

Grande público em busca de conhecimento

Tanto em Brasileia, como em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, o seminário promovido pelo SESI, em parceria com a CNI e Ministério do Trabalho, reuniu um grande público. Algumas indústrias mobilizaram um número significativo de seus funcionários para prestigiar o evento, como foi o caso da Acreaves e Dom Porquito.

“Foi bastante produtivo e gostei muito porque vieram até o interior. Isso faz com que tenhamos acesso a informações privilegiadas e permitiu que funcionários de outros setores, como RH, SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) e gerentes pudessem participar e ouvir tantos esclarecimentos. É diferente de irmos a uma palestra em Rio Branco e depois transmitir aos demais”, salientou Ana Rita, representante do Departamento Jurídico das indústrias Dom Porquito e Acreaves.

Rita disse, ainda, que espera que o SESI realize outros seminários sobre o tema em Brasileia para que os profissionais da região do Alto Acre tenham ainda mais informações sobre o eSocial e seus impactos em SST. “Os jovens que estão trabalhando nas empresas têm sede de conhecimento. Creio que se tiverem mais cursos a participação também será enorme, pois temos que correr contra o tempo, já que o eSocial para empresas do nosso porte começará a vigorar em 1º de julho e muitas dúvidas ainda surgirão ao longo de sua implantação”, acrescentou.

SESI/AC está preparado para atender às empresas

O superintendente do SESI/AC, César Dotto, pontuou que a instituição fez um grande esforço para levar os seminários a três cidades acreanas. Ele enalteceu o numeroso público presente aos eventos e fez questão de deixar claro que a instituição está preparada para atender às empresas do Estado em uma gama de serviços.

“O SESI está com programas de saúde, saúde ocupacional, gestão de SST, com muita tecnologia e modernizado na área de SST para atender às demandas do eSocial. Estamos à disposição, assim como todo o Sistema FIEAC, para auxiliar as indústrias em todas as suas necessidades nesse momento de mudanças”, assinalou Dotto.

Assessoria Sistema Fieac