Senado realiza sessão temática sobre 25 anos da Rio 92 e da Convenção do Clima

Senador Jorge Viana presidiu a sessão temática especial – Foto: Cedida

Como presidente da Comissão de Mudanças Climáticas, senador Jorge Viana foi autor do requerimento para encontro que reuniu representantes de diversas entidades nacionais e internacionais

O Senado Federal realizou nesta segunda-feira (12), uma sessão temática especial para discutir os 25 anos da Rio 92 e da Convenção do Clima. O encontro, realizado atendendo a requerimento do presidente da Comissão de Mudanças Climáticas, senador Jorge Viana (PT-AC) e do presidente da Comissão de Relações Exteriores, Fernando Collor (PTC-AL), reuniu representantes de organismos internacionais e especialistas do mundo inteiro.

Jorge Viana lembrou que a Rio 92 reuniu chefes de Estado e governos de mais de 170 países “sendo uma das maiores e mais produtivas conferências que a Organização das Nações Unidas (ONU) já promoveu”. À época, o encontro deu origem a cinco documentos que servem de base para as negociações que envolvem o meio ambiente até hoje. A Convenção do Clima, assinada na ocasião, foi a primeira ação coletiva e multilateral da comunidade internacional para fazer frente ao desafio das mudanças climáticas.

Para o parlamentar acreano, passados 25 anos, a Rio 92 e a Convenção do Clima merecem ser relembradas e celebradas de modo a suscitar um momento de reflexão voltado para o enorme desafio da transição rumo à economia de baixo carbono.

“O Brasil sediou dois eventos fundamentais: a Rio-92 e a Rio+20, e cumpriu, à altura desses dois eventos, um papel de protagonista no Acordo de Paris. Mas neste momento, parte daquilo que compõe a agenda que fundamenta a busca de uma economia de baixo carbono corre risco na Câmara e no Senado, com medidas que põem em risco as conquistas que tivemos até aqui”, alertou, citando medidas que alteram estrutura fundiária, urbana e rural do país. “Estão mexendo na integridade de unidade de conservação neste país, naquilo que o Brasil ganhou respeito no mundo, que é a demarcação de áreas indígenas, o cuidado com essas populações originárias”.

Para Jorge Viana, cuidar do planeta deve ser uma causa comum: “Cuidando desse planeta, vamos estar combatendo a pobreza, a miséria, a exclusão. Cuidando do planeta, vamos estar pensando na convivência com ele, de maneira harmônica. As gerações futuras não estão aqui para reclamar seus direitos”.

Da Assessoria