Sagacidade

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Numa jogada de esperteza política, o deputado Wherles Rocha (PSDB), aproveitando-se da afirmação do senador Gladson Cameli (PP) de que tencionava contemplar todos os partidos na chapa majoritária de sua candidatura ao governo, agindo em nome do PSDB, Rocha deu um xeque-mate no candidato pepista: empurrou goela abaixo o próprio nome como o ocupante do cargo de vice.

Autismo

Em que pese o senador Gladson Cameli ter revelado ontem à imprensa que ainda não sabe nada sobre a escolha do deputado federal Major Rocha para seu vice, vez que nada lhe comunicaram, o que chama a atenção é que o cargo esteja sendo definido à sua revelia. A notícia só demonstra a tibieza com que o senador pepista conduz a formação de sua chapa, além de sua total falta de pulso na condução do processo de escolha.

Designação pessoal

Nos meandros políticos é secularmente sabido que o cargo de vice, por óbvio, num sistema político de coalizão partidária, exige uma composição entre as siglas que povoam a coligação. Ainda assim, ocorre que o cargo nunca deixa de ser uma escolha pessoal do cabeça de chapa, uma vez que a confiança é peça chave a permear o convívio dos personagens, sob a pena do fiasco numa futura administração.

Remember

Aqui mesmo no nosso Estado, nos idos dos anos 90, quem não lembra o eterno ‘barraco’ que era a convivência entre o governador Edmundo Pinto e seu vice Romildo Magalhães, este último entronizado como mandatário maior do Estado após o assassinato de Edmundo Pinto, em 1992?

Exemplo mais recente

Do mesmo modo se pode citar evento mais recente, quando o atual prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (MDB), então vice da prefeita cruzeirense Zila Bezerra, fez a ela uma declaração de guerra após frustrada tentativa de comerciar com o município terrenos pertencentes à sua família.

Ao Deus dará!

Para a sorte de Gladson, alguns partidos aliados tencionam se rebelar contra a esperteza do tucano Wherles Rocha, entre os quais o PPS, PSC e PTB, além de outras quatro legendas que preferem o anonimato.

Imposição

Sobre o tucano Wherles Rocha, a sindicalista Rosana Nascimento manifestou descontentamento: “O PPS entende que o deputado Rocha não tem um perfil agregador, e ao contrário de Eduardo Velloso não se deu ao trabalho de abrir um canal de diálogo com os representantes dos demais partidos que formam a coligação”, disse ela.

Goela abaixo

Outra liderança oposicionista, por temer Rocha, e que assim preferiu o anonimato, declarou que por sua personalidade desagregadora e beligerante, o Major possa causar problemas futuros a Gladson, caso o senador saia vitorioso da disputa para o Palácio Rio Branco. Em linguajar claro: o indigitado teme a reação do tucano em caso de interesses contrariados no decorrer da relação. E não seria por outra razão que Gladson Cameli apregoa que a escolha de seu vice tem de ser fruto de um consenso.

Elementar, caro Zen

Ainda sobre a suposta homologação do nome do Major Rocha para vice de Gladson, o deputado estadual Daniel Zen (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa do Acre, disse que o episódio não passa de mais um blefe dentro da camarilha de Cameli.

Bico voraz

Para Zen, o deputado tucano do bico voraz estaria, com a autoindicação, apenas pleiteando mais espaço para si na coligação oposicionista.

Repúdio

A autoproclamação de do deputado Rocha como vice na chapa de Cameli é tão esdrúxula, por sinal, que até mesmo os filiados do PSDB lhe têm repudiado a atitude.

Ironia fina

Foi o caso tucano Jair Amorim, ao registrar o seguinte em um site de notícias local: “LOBA – o sabidão Major Rocha não poderia impor seu nome através do tapetão. (…) O certo tem que ser certo. Agora poderemos ter uma confusão ainda maior junto a nossos aliados estratégicos. Sugestão: que seja feita nova enquete, com prazo até 31 de março, constando apenas o nome do Rocha e do Homem de Ferro. Resolvido…”.

Dá no mesmo

Para setores do MDB, a substituição de Mara Rocha pelo irmão deputado é ‘trocar seis por meia dúzia’. A jornalista foi terminantemente rechaçada pelos emedebistas por sua declaração em rede social de que não votaria no pré-candidato ao Senado do MDB, Marcio Bittar. Rocha foi além: afirmou em vídeo postado no Facebook que criaria uma frente contra o desafeto.

Boas-vindas

Ex-deputado Luiz Calixto diz torcer para que o ex-secretário de Planejamento dos governos Jorge Viana e Binho Marques, Gilberto Siqueira, recuse convite para participar do eventual governo de Gladson Cameli. A notícia sobre a convocação foi confirmada por outra fonte da oposição.

Cirúrgico

Tão logo o assunto veio à tona, um integrante da Frente Popular do Acre fez um comentário cortante: “Chamar Gilberto Siqueira para compor um eventual governo de Gladson Cameli é a declaração irrefutável de que na oposição faltam quadros qualificados para se fazer uma gestão de qualidade”.

Sucesso de público

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O PMB (Partido da Mulher Brasileira) deu uma demonstração de força no ato político realizado na última sexta-feira, 9, no Terminal Urbano, no centro de Rio Branco.

No rumo certo

O partido trouxe ao Estado, especialmente para o ato no Calçadão, a presidente da executiva nacional da sigla, Suêd Haidar, além do vice-presidente Sidiclei Bernardo.

Missão cumprida

Para o dirigente estadual da sigla, Alexandre Damasceno, o desafio de colocar, de forma voluntária, 400 militantes em ato partidário no centro da cidade foi a demonstração maior de que as pessoas, apesar de tudo, ainda acreditam na política como instrumento de transformação social.

Ela é federal!

A secretária-adjunta de Pequenos Negócios, Silvia Monteiro, é pré-candidata pelo PMB a deputada federal.