Rocha promete levar Bocalom pelo beiço a Gladson

Da redação – Tião Bocalom (DEM) ficou sozinho no que chama de “candidatura alternativa” ao governo do Estado. Nesta quinta-feira, 27, seu último grande aliado, o deputado federal Major Rocha (PSDB), o abandonou e declarou apoio à candidatura do senador Gladson Cameli (PP) ao cargo, jogando um balde de água fria na candidatura do ex-prefeito de Acrelândia, um sonho acalentado há mais de uma década pelo democrata.

Rocha, no entanto, garantiu a Gladson Cameli  que levará, também, o ex-prefeito de Acrelândia para beijar a mão do pepista. Ao que se sabe, através de seus aliados, Bocalom refuta veementemente essa ideia.

Pessoas próximas ao democrata dizem que ele teria ficado decepcionado com a repentina mudança do tucano, principalmente porque, Gladson e Marcio Bittar – anunciado candidato a vice na chapa encabeçada por Cameli nas próximas eleições -, teriam sido os arquitetos da deposição de Rocha na direção do PSDB do Acre. A pergunta que fica é: teriam Bittar e Rocha, notórios desafetos, aparado as arestas?

Em um blog local, Rocha teria dito que “vai lutar até a exaustão para que os seguidores do ex-prefeito de Acrelândia também venham junto com a idéia da candidatura única”. Bocalom teme que essa seja a senha para esvaziar sua candidatura a exemplo do que ocorreu em eleições passadas quando alguns candidatos e apoiadores seus foram cooptados por adversários.

Bocalom pode até não querer se curvar, mas já está claro que sua candidatura está sofrendo de inanição. Apoiadores de Bocoloim, no entanto, anunciam que ele  levará a candidatura até o início de 2018. No horizonte, a espera de tê-la fortalecido o suficiente para lhe garantir maior poder de barganha, já que, se quiser ir  adiante, não terá condições de suportar o trator pilotado por Gladson, Bittar e Rocha.