Recuperação da indústria ainda está abaixo do esperado, diz ministro

O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, disse nesta terça-feira (2) no Rio de Janeiro que a retomada do setor industrial ainda está abaixo do esperado. Ele defendeu que o crescimento da indústria depende da aprovação das reformas trabalhista e previdenciária.

“A recuperação está sendo feita. Não é o que esperávamos. Não é o que a indústria esperava, mas ela já está sendo uma realidade”, disse o ministro às vésperas da divulgação, pelo IBGE, do resultado da produção industrial de março.

Marcos Pereira, ministro do Desenvolvimento e da Indústria (Foto: Daniel Silveira/G1)
Marcos Pereira, ministro do Desenvolvimento e da Indústria – Foto: Daniel Silveira/G1

Pereira ponderou, no entanto, que a recuperação econômica do país esta acima do esperado quando Michel Temer assumiu a presidência. “Quando nós assumimos, não havia expectativa nenhuma de que a economia brasileira voltasse a crescer tão cedo”, disse, citando as expectatvas de projeção de crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro neste ano.

O ministro enfatizou que a retomada do crescimento industrial depende da aprovação das reformas trabalhista e previdenciária em curso no Congresso, pois delas poderão garantir que a economia brasileira volte a crescer.

“Se a economia cresce, a indústria cresce. Precisa haver consumo para que a indústria possa produzir e, consequentemente, para que o varejo possa escoar a produção”, ressaltou.

Registro de marcas patentes

Marcos Pereira esteve no Rio para participar da solenidade de posse de 70 novos servidores do Instituto Nacional e Propriedade Industrial (INPI). Os novos nomeados fazem parte e 50% do cadastro de reserva do último concurso do Instituto, realizado em 2014.

O ministro destacou que ampliar o quadro dos servidores do INPI é uma das medidas necessarias para diminuir a fila de espera para o registro de marcas e patentes, que ajudam a fortalecer a indústria nacional. Atualmente, o prazo medio para que um produto seja patenteado no Brasil é de 10,8 anos.

G1