Pesquisado da Ufac diz que chuvas podem se intensificar até abril

“Essas chuvas incidiram fora dos padrões porque não estava chovendo aqui e também em outras regiões do leste do Acre”, ressalta Alejandro – Foto: Regicla Saady

Dell Pinheiro* – O período chuvoso no Estado vai de outubro até abril. A temporada de intensas chuvas é evidenciada principalmente nos meses de janeiro e fevereiro. Porém, de acordo com Alejandro Fonseca, pesquisador e professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), pode existir uma variabilidade no comportamento climático, podendo o fenômeno ocorrer em outros meses em que incide o chamado inverno amazônico.

“Na Amazônia isso acontece de maneira natural. Essas chuvas incidiram fora dos padrões porque não estava chovendo aqui e também em outras regiões do leste do Acre. No início do inverno, o nível do rio chegou abaixo de 7 metros e nem se falava da possibilidade de enchente ou coisa parecida porque não estava chovendo. Continua chovendo em algumas regiões com bastante intensidade e em outras não”, ressaltou Fonseca.

Alagamento em ruas e bairros da capital

O pesquisador comentou que vários fatores contribuíram para o alagamento que ocorreu em diversos bairros da cidade na última terça-feira, 13. “A cidade cresceu e tem muitas intervenções como a pavimentação em diferentes áreas da cidade e urbanização em outras. A manutenção de espaços públicos também é importante para que não ocorra problema dessa natureza, além da preservação dos espaços naturais. Se não tivermos consciência sofreremos ainda mais com os desastres naturais”, advertiu.

  • Alejandro também falou que os índices divulgados em relação aos milímetros de chuva que caíram na capital de terça para quarta-feira passada estão errados. “É bom que a imprensa divulgue porque fica a impressão que choveu tudo isso. Medimos 159 milímetros de chuva aqui na Ufac. O aparelho que usamos é recomendado pela Organização Meteorológica Mundial e é o mais preciso para fazer medições de chuva. O Pluviômetro de báscula, tipo com  o qual foi feita a medição de 277 milímetros da última terça-feira pela  Defesa Civil, tem mais de 60% de erro por excesso, no caso de chuvas intensas”, finalizou.

*dell.81@hotmail.com