Parceria garante a realização de mais de dois mil testes em recém-nascidos

No encontro, a equipe da unidade CPP falou sobre o diagnóstico da pesquisa realizada no Acre – Foto: Rose Farias

Na última sexta-feira, 1, uma equipe da unidade de estudos científicos do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe foi recebida pela vice-governadora Nazareth Araújo e a primeira-dama Marlúcia Cândida, na Casa Civil.

O encontro marcou o fechamento institucional do projeto 150 Mil Chances de Vida, realizado no Acre pela Instituo, com o apoio do Hospital Pequeno Príncipe, da Faculdades Pequeno Príncipe e do governo do Estado.

Participaram da reunião o secretário de Estado de Saúde, Gemil Júnior, a assessora especial do governo Suely Melo, a procuradora do Estado Maria Elisa Schettini, do setor jurídico da Sesacre, a diretora da Maternidade Bárbara Heliodora, Jiza Lopes, o secretário adjunto de Atenção à Saúde, Raicri Barros, a assessora do órgão Marize Lucena e a cirurgiã pediatra Fernanda Lage.

Durante a reunião, a equipe do Instituto, composta por José Álvaro da Silva Carneiro, diretor corporativo, Ety Cristina Forte Carneiro, diretora executiva, e Thelma Alves de Oliveira, assessora estratégica da diretoria, fez a entrega de um certificado de agradecimento ao governo do Estado, ao secretário Gemil Júnior e à procuradora Maria Elisa, pela parceria com o com o 150 Mil Chances de Vida.

O projeto 150 Mil Chances de Vida tem a realização de 150 mil testes genéticos. A inciativa é o diagnóstico precoce de algumas doenças. Com o sangue de recém-nascidos coletados, é possível identificar uma mutação ligada ao desenvolvimento de um câncer pediátrico, o tumor de córtex adrenal (TCA), e diagnosticar imunodeficiências primárias (IDPs).

A vice-governadora ressaltou a importância do projeto de pesquisa e das ações para consolidar cada vez mais a parceria entre o governo e o Instituto. “O Pequeno Príncipe é referência no Brasil e em vários outros países no acolhimento e atendimento de crianças e adolescentes, além da produção de conteúdo de conhecimento científico. Ficamos muito felizes de poder ter vivenciado essa fase do diagnóstico com a pesquisa. Agora é buscarmos novos projetos na mesma visão de bons critérios e boas políticas públicas”, disse.

Marlúcia Cândida falou da necessidade de um projeto envolvendo a gravidez na adolescência. “Sabemos que a gravidez na adolescência gera consequências biológicas e psicológicas devastadoras. A maternidade realiza um trabalho de assistência médica, social e psicológica maravilhoso. Apesar da diminuição de 11% no Acre, em 2016 em relação a 2015, segundo dados do Ministério da Saúde, acredito que podemos trabalhar numa parceria com o Instituto com um projeto de prevenção”, comentou.

150 Mil Chances de Vida

No Acre, com o projeto foram realizados 2.055 testes, envolvendo 70 unidades de saúde. Passaram por capacitação para poder fazer a coleta 117 servidores.

Outro aspecto foi o envolvimento das famílias. Para poder fazer o procedimento, cada uma delas precisou assinar um termo de consentimento, envolvendo toda uma técnica de abordagem com explicação sobre o motivo da pesquisa.

“No Acre tivemos uma adesão muito boa das equipes, com muita disposição e motivação, o que ajudou bastante. Uma resposta muito pronta, e os resultados que levamos são muito interessantes. Agora os pesquisadores vão estudar e buscar interpretar as diferenças e produzir artigos científicos, que vão publicar já com a interpretação teórica das referências”, explicou Thelma Alves de Oliveira.

A equipe também esteve em Cruzeiro do Sul para conhecer a rede saúde no estado, na perspectiva de dar continuidade a essa parceria.

“Essa ida foi para checar algumas demandas das principais unidades, para que, de alguma maneira, o Hospital Pequeno Príncipe possa contribuir. Temos contribuído com materiais sobre a primeira infância e violência. A parceria tem tudo para se consolidar e é um casamento que tem dado certo”, disse a assessora.

Agência Notícias do Acre