Países reforçam ações para proteger corais

Recifes: abrigo para espécies marinhas – Foto: Marcello Lorenço

Uma em cada quatro espécies marinhas vive em recifes de coral, incluindo cerca de 65% dos tipos de peixes existentes. As estruturas recifais estão entre os mais antigos e ricos ecossistemas da Terra. E 2018 foi escolhido como o Terceiro Ano Internacional dos Recifes de Coral, assim definido em novembro de 2016, em Paris, França, durante encontro dos participantes da 31ª Reunião da Iniciativa Internacional para os Recifes de Coral (ICRI), fruto da parceria entre governos, organizações internacionais e organizações não governamentais.

De acordo com os cientistas e estudiosos desse ecossistema, sua importância ecológica, social e econômica é indiscutível. Os ambientes recifais são considerados, ao lado das florestas tropicais, uma das mais diversas comunidades naturais do planeta. Os recifes de corais parecem uma grande quantidade de rochas, mas, na realidade, são formações produzidas, principalmente, por restos de coral, animal adaptado a viver em colônias e que produz um esqueleto formado de carbonato de cálcio durante toda a vida. Quando morrem, novos surgem e dão origem a mais esqueletos. Além dos corais, outros organismos podem fazer parte da formação dos recifes pela produção de esqueleto calcário, como algumas algas.

FOMENTO

Para a diretora de Ecossistemas do MMA, Ana Paula Prates, 2018 foi designado como o Ano Internacional dos Recifes de Coral para mostrar sua relevância e chamar atenção para a fragilidade desses ambientes marinhos. “Os recifes de coral são ecossistemas altamente diversificados, que abrigam uma extraordinária variedade de plantas e animais. Além disso, possuem grande importância econômica, pois representam fonte de alimento e renda para muitas comunidades costeiras”, explica.

Segundo Ana Paula Prates, “o Brasil possui os únicos recifes de coral do Atlântico Sul, lembrando que a Convenção sobre Diversidade Biológica indicou como uma das metas de Aichi a proteção dos recifes, situação prevista também na meta 14 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU, que visa a conservação e o uso sustentável dos oceanos”.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente