O POETA

Por Thaísa Lima (*)

Fato triste,
O destino do poeta traçado
Ante as dores.
A engolir lágrimas,
Vestir lástimas
E cantar a dor.

Porque de amargo, a vida,
Pinta céu do poeta.
Para que dela seja feita, tela!
Obra de arte rítmica.
Valsa no salão.
A tristeza da alma
Mãe arte da bela poesia.

Fato triste,
O destino, fiel destino.
Tecendo fios melancólicos.
Chuva!
Dias marrons.
Brilhante, pedra, poesia.

É delicado ver seus olhos.
É monstruoso ver seu valor.
Pois é dádiva, vista como beleza.
E é triste, visto como destino.

(*) Professora do Colégio Acreano, com formação em Artes Cênicas pela UFAC.