Não seguir pessoas é moda no Instagram? Famosos criticam atitude

“A moda agora é não seguir ninguém e já percebi que um monte de atores e blogueiras estão fazendo isso. A minha opinião é que estamos expostos em uma rede social com pessoas nos acompanhando e que se não quiserem, não seguem. Mas se você entrou em um aplicativo como o Instagram fica um pouco sem nexo não seguir nenhuma pessoa, marca ou veículo de comunicação. É um direito da pessoa que às vezes não quer seguir ninguém pois não tem interesse. Mas se isso virou moda, desculpa mas não é o que acho certo”, desabafa Carol Dias, que lançou seu canal no YouTube há três meses e já possui mais de 200 mil inscritos.

“Instagram, Twitter e Facebook não são apenas para ver a vida das pessoas, e sim para ver tudo no mundo. Para mim isso não é moda e está por fora. Não é possível que a pessoa não tenha interesse em ver a vida de alguém? Elas não seguem, mas olham a vida dos outros. As pessoas têm que usar rede social sim e para muitas coisas, não só para fofoca. É para ver sobre o que está acontecendo no mundo, futebol, o que as crianças gostam, moda de roupa, mas não pode substituir as pessoas se falarem. Celular virou isso, as pessoas ficam o dia inteiro nas redes sociais, WhatsApp e esquecem um pouco o mais importante que é o contato pessoal. Acho importante sim, mas para algumas pessoas se torna uma doença”, completa a ex-Panicat.

Para a “Musa Fitness” Eva Andressa, uma das maiores referências quando o assunto é seguidores no Facebook e com mais de impressionantes 10,6 milhões de fãs na rede social, uma pessoa que não segue ninguém não passa credibilidade. “Quando vejo um artista bacana e ele não está seguindo ninguém, para mim já não passa uma coisa boa. Não sei qual a intenção do artista, mas não gosto. Gosto de seguir as pessoas que acho bacanas, as que tenho mais afinidade e as que sou fã. Mas encher demais também pode não ser legal, pois você não consegue acompanhar as pessoas que você gosta. Acho um pouco egoísmo isso de não seguir ninguém”.

“Para mim, a rede social sempre foi uma maneira de colocarmos um álbum de fotos da nossa história. Se daqui 5 anos quiser me lembrar como eu era e o que fazia, aí entro na minha rede social. Como hoje dia não existe mais álbum fotográfico, a rede social para mim é como se fosse um álbum fotográfico. A minha rede social é para eu colocar minha melhor foto, o melhor restaurante que fui, a melhor viagem, o melhor amigo que conheci, a foto da minha família e outros momentos”, afirma a ex-BBB Michelly Crisfepe.

“As pessoas estão alucinadas porque tem esse lance de seguidores e estão preocupadas com o fulano que tem milhões de seguidores. Para mim isso não significa nada! Como exemplo cito a Beyoncé, que tem 112 milhões de seguidores. Mas quem são esses 112 milhões de seguidores? Não sabemos quem são essas pessoas e acredito muito que a maioria não são pessoas ocupadas e grandes empresários pois pessoas que trabalham muito não têm tempo, não têm nem rede social para começar. Cito o exemplo do meu pai, que não tem rede social e não quer ter rede social. Então acredito que essas pessoas que ficam seguindo os outros e que participam da rede social infelizmente são pessoas desocupadas, que têm muito tempo, que têm um tempo ocioso e que não estão fazendo nada. Por isso elas têm esse tempo e essa fixação pela rede social. Porque se fossem ocupadas elas não estariam nem aí para rede social”, dispara a musa fitness certificada como Life Healthy Coach, atleta de fisiculturismo e empresária.

“Existem milhões de pessoas desempregadas e para essas pessoas a rede social se tornou um passa tempo, então elas ficam vendo a vida dos outros e ficam desejando o que elas queriam ter daquela vida. Aí elas não fazem nada porque perdem o tempo da vida delas porque querem viver a vida do outro e não têm foco para prosseguir na sua própria vida. Isso é muito prejudicial para quem está nesse vício. É uma grande ilusão porque na rede social só mostramos aquilo que queremos, só mostramos as coisas bonitinhas, a parte encantadora e não mostramos a parte ruim que é o que confunde muito a cabeça dessas pessoas. Eles acham que a vida de fulano é maravilhosa, diz que queriam ter essa vida, quando na verdade não é nada disso. As pessoas dão muito valor para quantos números de seguidores os famosos têm e isso para mim é uma piada. O importante não é o que você mostra e sim o que você é porque não adianta nada a pessoa ter milhões de seguidores, mas não impactar nada porque ela é antisocial e ignorante. Geralmente essas pessoas têm muitos problemas porque têm somente 10 mil seguidores, mas pessoalmente são simpáticas, encantadoras e como todo mundo. Porque a motivação vem pessoalmente, não adianta nada uma rede social na qual uma pessoa tem milhões de seguidores e se motiva ali. Na realidade a pessoa não é aquilo. Então para mim o que importa é o que a pessoa é de verdade e ponto final”, finaliza Michelly Crisfepe.

A bailarina Tainá Grando, que participou do Dança dos Famosos em 2014 e foi assistente de coreografia da Dança dos Famosos em 2016 no Faustão, defende a liberdade de expressão. “Acho que cada um tem sua rede social e faz o que quiser nela. Para mim não faria sentido não seguir ninguém pois gosto de acompanhar as pessoas que sou amiga, que sou fã e que admiro. Se isso virou moda, tem gente que gosta de estar na moda e temos que respeitar até porque ninguém é obrigado a nada (risos).

Segue de volta! Uma das frases mais escritas nas redes sociais chegou até o educador físico e fisiculturista Marcelo Santana, conhecido como o “Personal Trainer das Celebridades”. “Recentemente fui abordado por uma pessoa que me perguntou sobre minha rede social e pediu para seguir de volta. Não tinha afinidade com ele e por esse motivo não o segui. Mas andei analisando e percebi que algumas pessoas estavam querendo provar de alguma maneira uma popularidade anunciando que não seguiam ninguém e que todos estavam ali pelos posts que ele desenvolvia e me pediu para fazer o mesmo. Não achei uma sugestão boa, pois minha rede social tem o foco no profissional e na divulgação do meu trabalho, mas sem me distanciar de ninguém e manter o laço de amizade acompanhando pessoas queridas”, afirma Marcelo Santana.

“Entendo que no caso de super celebridades muita coisa envolve publicidade e todas as pessoas que estão em seu Instagram acabam sendo envolvidas nisso tudo, mas não quero banalizar seguindo para ser seguido ou deixar de seguir alguém próximo por marketing. Espero que seja só um momento das redes sociais e que dependendo da proporção que alcançar, preserve amigos e pessoas queridas”, completa o educador físico e fisiculturista.

“Acho essa moda de não seguir ninguém uma palhaçada pois tem um infinito de opções a se seguir, páginas de política, moda, bem estar, medicina estética, integrativa, mundo fitness, jornais, marcas, além de muitos amigos que queremos acompanhar. A graça é você seguir e ser seguida também. Claro, se o conteúdo for de interesse”, diz a modelo Ana Paula Segetto, que tem apenas 1,57m de altura e que está mostrando que as pequenas têm sim o seu lugar no mercado da moda fitness.

“A rede social faz parte da tecnologia moderna, ela tem seus pontos positivos, mas também tem seus negativos. Positivos pois pessoas solitárias hoje não se sentem tão sozinhas. Negativos pois as pessoas estão colocando a rede social como prioridade e estão deixando de viver e curtir o momento. Como eu sempre digo, para tudo na vida é preciso ter um equilíbrio”, acrescenta a musa que é formada em Estética e Cosmetologia, e agora está no final da faculdade de Biomedicina.

“Acho ruim não seguir ninguém até porque o Instagram vive muito do networking e da troca de seguidas e likes, mas acho válido selecionar muito bem quem a pessoa segue. A maior estratégia que se tem no Instagram é seguir para ser seguido e depois de um tempo deixar de seguir”, revela Henrique Azevedo, que jogou pelo Avaí e teve seu sonho no futebol interrompido devido a uma série de lesões nos joelhos, superou a depressão que o fez engordar 20kg e se tornou campeão de fisiculturismo.

A designer de joias Analú Dietrich, da Alada Store, pensa como os outros famosos: “Não é legal pois fica muito egocêntrico. Penso que as principais clientes ou pessoas devem ser seguidas para o engajamento. Clientes ou pessoas contribuem para o engajamento curtindo ou comentando com certa frequência. Contudo, acho essencial não seguir muita gente que não acrescenta em nada”.

“Sempre teve uma moda de você seguir um número menor de pessoas do que te seguem para mostrar que você é uma pessoa interessante de ser seguida, mas agora essa história de seguir zero pessoas não concordo muito não. Acho que é meio louca essa moda pois a mídia social é para você interagir com os outros. É claro que as pessoas vão te seguir e as pessoas vão querer ver sua rotina, como se sua vida fosse um blog. Se você não segue ninguém, você não tem afinidade com ninguém, você não se interessa por ninguém, o que não é verdade. Você tem que seguir nem que seja um parente, um amigo, uma pessoa que você admira, um Instagram de paisagem… Se você quer somente mostrar seu diário para você colocar suas fotos, faça um blog, uma página pessoal. Acho que o Instagram é muito mais que isso. É para participar da vida dos outros”, opina Fernanda Dassie, a “Financista Fitness”.

“Não vejo graça ter uma rede social, não seguir ninguém ou só ser seguida porque sempre temos pessoas que temos afinidade e admiração, e queremos estar acompanhando. Até para nos espelharmos. No meu caso ajuda muito porque atrai visibilidade e patrocínio”, completa a morena que é formada em Administração, tem MBA em Finanças pelo IBMEC e é diretora financeira na empresa LAB Madeiras e Ferragens há 7 anos. Ela participou de oito campeonatos de fisiculturismo em 2017 e obteve classificações muito boas, entre elas três primeiros lugares e três segundos lugares. Por isso atualmente é patrocinada pelas marcas Black Skull, Labellamafia e Pharmactive.

MF Press Global