MP acompanha casos de possíveis sequelas em adolescentes que tomaram vacina contra HPV

 O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, vem acompanhando, desde outubro de 2017, os casos relacionados a possível ocorrência de efeitos colaterais severos em adolescentes após serem vacinadas contra o HPV.

Um grupo de mães e responsáveis levaram ao conhecimento da promotoria alguns relatos sobre eventos adversos após receberem a vacina HPV. Ao identificar possíveis fragilidades, tanto a respeito da notificação dos eventos adversos quanto relacionados à assistência, o MPAC instaurou um procedimento administrativo e requisitou informações à Secretaria de Saúde sobre os casos relatados e estratégias de assistência que a rede pública de saúde dispõe para essas situações.

Reconhecendo que ainda não havia uma estratégia específica, a Secretaria de Saúde destacou alguns especialistas para fazer um acompanhamento com relação à assistência das adolescentes afetadas. “Foram destacados profissionais para fazer o atendimento, como infectologista, reumatologista, neuropediatra, neurologista, além psicólogos”, aponta o promotor de Justiça Glaucio Ney Shiroma Oshiro, titular da promotoria.

Também a partir da provocação inicial da promotoria e de algumas reuniões, os casos foram levados ao conhecimento do Ministério da Saúde, que destacou profissionais que estão no Acre fazendo estudo dos casos por meio do Comitê de Investigação de Eventos Adversos em relação à vacina.

“Há uma médica pediatra e um neuropediatra vinculados a esse comitê que estão no estado fazendo o estudo de caso e analisando os casos até então levantados”, acrescentou.

“Estamos fazendo os devidos monitoramentos também para casos em que houver necessidade de encaminhamento para fora do estado, buscando quais são as referências fora do estado para que seja pedido o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), se necessário”, finalizou o promotor.

Agência MPAC