Morre paratleta que representaria Acre na etapa regional de Bocha Adaptada no Pará

Internado desde o dia 30 de junho, Andrey Araújo Anastácio faleceu após passar por laparotomia – Foto: Nayara Pontes Arquivo pessoal

O paratleta acreano Andrey Araújo Anastácio, que representaria o estado no Brasileiro regional de Bocha Adaptada na classe BC3, faleceu na noite de quarta-feira (12), em Rio Branco, capital acreana. Internado desde o dia 30 de junho, não resistiu após passar por uma laparotomia.

Rakel Thompson lamenta a perda precoce e destaca a evolução de Andrey como atleta. Eles praticavam bocha juntos há três anos. Segundo a professora e técnica, seu último treino foi no dia 26 de junho. No dia 30 ele foi internado, com insuficiência respiratória. Sua última competição foi o Acreano de bocha adaptada, na categoria BC3, em junho, no qual ficou em segundo lugar. A dupla se preparava para disputar a etapa Norte do Brasileiro, nos dias 20 a 23 de julho, em Belém (PA).

– Andrey atleta era motivado. Estava ansioso para utilizar a nova calha, justamente nossa última mensagem, até mandei foto. Fui a São Paulo essa semana passada, a um seminário e trouxe. Ele era empenhado, não faltava treino, todos dias estava la. Era realizado jogando bocha, gostava muito. Ele estava ansioso, eu também. Nunca reclamou de nada, sempre escutou muito, era um atleta disciplinado – frisa.

Segundo o coronel Wagner Estanislau, diretor da Policlínica da Polícia Militar e amigo da família, Andrey adquiriu uma distrofia muscular progressiva aos oito anos. Ele explica que o jovem passou por laparotomia no Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, e em seguida foi encaminhado à Unidade de Terapia intensiva (UTI), mas faleceu às 23h.

– Tinha uma patologia que com o tempo foi paralisando a ação dos músculos, causando distrofia muscular. Até que chegou ao ponto de levar à falência múltipla dos órgãos. Mesmo com todo o cuidado de seus pais. Torcedor do São Paulo, um rapaz tranquilo, inteligente, cheio de vida e muito amado por todos ,especialmente pelos pais e irmãzinha. Recebeu tratamento especial de seus pais desde que descobriram seu diagnóstico, com muito amor e carinho, foi atendido nos melhores centros de saúde do Brasil, Agora é um anjo, que voa lá por cima, sereno e feliz, contemplando com Deus e seus brilhantes olhos todos nós, que estamos aqui sentindo sua falta. Deus sabe de todas as coisas – lamenta o amigo.

Globoesporte.com/ac