Ministros de dois países e comitiva do Banco Mundial vêm ao Acre para conhecer experiências de sucesso

Fotos: Sérgio Vale

O Acre se prepara para receber nesta quarta-feira, 21, a visita de uma comitiva encabeçada pelo vice-ministro do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Colômbia, Willer Guevara, e mais 14 representantes do país, além do Diretor Geral do Ministério do Meio Ambiente do Peru, Daniel Anavitarte, junto com mais seis representantes de seu país, e membros do Banco Mundial e do governo federal.

O encontro internacional sediado em Rio Branco será uma troca de experiências e conhecimentos sobre as melhores práticas de inclusão social, econômica e de desenvolvimento sustentável na floresta amazônica. Adriana Moreira, especialista sênior em meio ambiente do Banco Mundial, liderará o grupo durante a visita ao Acre junto ao governo do Estado.

“Um encontro dessa magnitude demonstra que o Acre é uma referência internacional de economia sustentável. As Amazônias peruana e colombiana estão interessadas em conhecer as experiências que o governo Tião Viana executa no meio rural, com resultados extraordinários, porque ao mesmo tempo em que aumentamos e diversificamos a renda das famílias, também garantimos o acesso aos serviços básicos e mantemos os níveis de desmatamento em patamares muito baixos”, conta Márcio Veríssimo, secretário de Planejamento e organizador do encotro.

Mas, afinal, por que o Acre tem se destacado e se tornou um exemplo em políticas ambientais internacionais?

Nos últimos anos, o Acre tem desenvolvido iniciativas baseadas na valorização socioeconômica das comunidades locais. O governador Tião Viana em sua gestão valorizou principalmente o desenvolvimento econômico do estado aliado a avanços sociais e a preservação do meio ambiente.

Com isso, o Acre reduziu o desmatamento em 66% nos últimos 12 anos, ao mesmo tempo em que aumentou seu Produto Interno Bruto (PIB) em 400% durante quase 20 anos. O compromisso do Estado agora é zerar o desmatamento ilegal em todo o Acre até 2020.

Encontro sediado em Rio Branco será uma troca de experiências e conhecimentos sobre as melhores práticas de inclusão social, econômica e de desenvolvimento sustentável

Este resultado veio através do foco do governo em aumentar a produtividade do setor agropecuário utilizando áreas já abertas, apresentando opções para o não uso do fogo e fortalecendo cadeias produtivas e o extrativismo florestal com a floresta em pé.

Isso tudo gerou reconhecimento da Força Tarefa de Governadores sobre Clima e Florestas (GCF) uma organização não governamental que reúne estados subnacionais de 10 países diferentes na busca de soluções para a preservação florestal, o desenvolvimento sustentável e as mudanças climáticas.

Com a influência do Acre, o GCF articulou o fortalecimento do Fórum de Governadores da Amazônia Legal e articulou junto à Noruega $ 25 milhões de dólares para os estados usarem na preservação florestal e desenvolvimento sustentável. A primeira parte deste recurso deve ser liberada em junho deste ano durante um evento em Oslo, capital do país nórdico.

E a política acreana de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal com Benefícios Socioambientais (REDD+), torna o estado no primeiro governo subnacional a receber compensação por resultados na redução de emissões de carbono.

Projetos revolucionários

Desde 2011, o governo Tião Viana tem aportado no setor produtivo grandes investimentos e apoio organizacional, seja para implementação de indústrias agroflorestais ou no desenvolvimento de atividades para fortalecer o agricultor familiar. Ao todo já foram alocados para o setor mais de R$ 500 milhões, sendo que só em 2017 foram investidos mais de R$ 170 milhões.

Entre exemplos do setor produtivo está a o Complexo de Piscicultura do Acre Peixes da Amazônia, que tem se consolidado no mercado interno e externo. A produção da indústria, que tem certificação de qualidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é exportada para empresas de São Paulo e do Peru e os alevinos produzidos no Centro Tecnológico conquistam também o mercado rondoniense, um dos maiores produtores de peixe do país.

Já a suinocultura é uma das cadeias em ascensão econômica no Acre, que gera emprego e renda para centenas de produtores. A indústria de processamento de suínos Dom Porquito, localizada em Brasileia, está em fase de consolidação de um contrato de exportação internacional de seus produtos e o governo do Estado investiu bastante em criadores do animal, além de conseguir a certificação de zona livre de peste suína clássica na Organização Mundial de Saúde Animal.

Agência Notícias do Acre