Gladson Cameli, um comparsa de Michel Temer, aliado de Aécio neves e de sua quadrilha do PP

Cesario Campelo Braga*

Durante minha infância em Rio Branco, minha mãe sempre me dizia para ter cuidado com minhas companhias, repetidas vezes falava; “diga-me com quem tu andas e eu te direi quem tu és”. Talvez por minha pouca idade, não entendia bem.

Durante essa semana o senador, pré-candidato ao governo, Gladson Cameli (PP), após ser confrontado com o fato de sua vida pessoal está mais ligada ao Amazonas do que ao Acre, estado pelo qual foi eleito senador e onde aspira voos maiores, e o fato dele representar a possível volta de um modus operandi de governar, marcado pela ingerência e irresponsabilidade com serviço público, respondeu às questões desferindo um ataque vil contra o PT.

Não cabe aqui entrar no mérito, sobre a vida pessoal do senador e suas decisões de onde morar ou deixa de morar, ou mesmo suas preferências por estadias e passeios em outros locais do mundo, até por quê é de domínio público as relações de Gladson com nosso vizinho Amazonas, e inúmeras foram as declarações e demonstrações que o senador já deu acerca da sua afeição pelo exterior em detrimento ao Acre.

Porém o senador, citado na lava jato junto com seus comparsas do PP por receber uma suposta mesada do doleiro Youssef, mas que estranhamente foi retirado do processo, esquece completamente que a maior corja do Brasil, cujo os políticos eram sustentados com gordas propinas e mesadas é o PP.

Com a terceira maior bancada na Câmara Federal, o PP lidera, com folga, em número de parlamentares investigados no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 46 deputados do partido em exercício, pelo menos 27 são alvos de investigações por uma infinidade de supostos crimes.

Gladson (PP), que costuma utilizar adjetivos pejorativos e imputar crimes aos que lhe fazem oposição, não tem a mesma indignação diante dos inúmeros crimes praticados por seus aliados. Em episódio recente foi o fiel defensor de Aécio Neves (PSDB) e não titubeou na hora de votar e livrá-lo de seguir o caminho da perda de mandato e possível reclusão.

Por vezes, o senador finge que não lembra que é um aliado para todos os momentos, um comparsa incondicional de Michel Temer (PMDB), saqueador dos cofres públicos que se sustenta através do apoio de parlamentares como Gladson Cameli (PP) cúmplices legítimos dos crimes e dos recentes castigos aplicados ao povo e à classe trabalhadora de todo o Brasil.

A atuação de Gladson Cameli no Senado, pífia em produção parlamentar, serve apenas como mero fantoche de Michel Temer (PMDB). Ele votou a favor da “PEC do teto”, que tem sucateado o SUS, destruindo a rede de atuação da assistência social (o que recolocou o Brasil no mapa da fome) e extinguido o sonho dos jovens de ingressar no ensino superior. Votou a favor da terceirização assegurando mais precarização do trabalho no Brasil, votou a favor da reforma trabalhista que extingue os direitos dos trabalhadores e declarou apoio à reforma da previdência, que torna quase impossível que os trabalhadores se aposentem. Só para citar algumas das posições equivocadas e alinhadas com a quadrilha do PP, MDB, PSDB, PSD, PR e DEM que governa o Brasil.

Não vou questionar as posturas pessoais do Gladson (PP), marcadas pelos excessos, ou pelas promessas vazias, como a estrada de Mâncio Lima que aguarda até hoje as máquinas prometidas na câmara, mas não posso deixar de lembrar a lição da minha mãe, certo que todos sabem com quem tu andas Gladson e o Acre já sabe quem tu és.

*Dirigentes político