Estiagem: mudanças de temperatura não serão tão expressivas, diz pesquisador

Por Dell Pinheiro – dell.81@hotmail.com – Moradores da capital já estão preocupados com as mudanças severas de temperatura que podem ocorrer em 2016 com a chegada do verão amazônico. De acordo com ambientalistas, a estiagem pode ocasionar uma das maiores secas dos últimos anos na região. Porém, segundo Alejandro Fonseca Duarte, físico e coordenador do Grupo de Estudos e Serviços Ambientais da Universidade Federal do Acre (Ufac), apesar da variabilidade climática (oscilações periódicas no clima), a mudança no tempo não será tão expressiva.

“O nível do Rio Acre não atingiu a cota média necessária este ano. Dessa forma, pode acontecer que o ambiente fique um pouco mais seco, mas não é totalmente garantido, porque durante a seca também pode chover. A média de chuva para os meses de junho a agosto, na maioria das vezes, fica acima de 30 milímetros. A vazão do nosso manancial na estiagem é inferior a 30 metros cúbicos por segundo. O perigo de um período severamente seco não existe, tudo está dentro do padrão”, explicou Duarte.

Estudiosos acreditam que o fenômeno El Niño e o aumento progressivo da temperatura global também influenciam as mudanças de temperatura. Essas alterações no clima podem produzir ondas de calor superiores às médias.

Medidas preventivas

O governo já estuda ações integradas que devem ser adotadas com vista ao controle e combate às queimadas e incêndios florestais no Estado. Serão criados planos emergenciais de enfretamento que incluem o trabalho educativo junto às comunidades da zona urbana e rural.