Espaço do Anchieta 15-04-2018

O Espaço do Anchieta tem hoje a honra de ser preenchido pelo mundo holístico de Heloisa Tainah, do CENTRO DE RESGATE DO SER – A CASINHA, onde tem desenvolvido frutífero trabalho na reafirmação das pessoas, sobremodo das mulheres.

A VALIDAÇÃO QUE NUNCA CHEGA

(*) Heloisa Tainah Mourão

Validação era uma coisa que eu sempre buscava no outro. Primeiro era algo que queria muito ter da minha família, da minha mãe especialmente.  Depois queria ser a amiga ideal para também ser reconhecida pelas pessoas que fizeram parte da minha infância e juventude. Em seguida, transferi esse desejo aos meus namorados, ex-marido e assim segui até perceber que, na verdade, o que eu queria mesmo era pertencer a algum lugar e a alguém! Estava sempre em busca de suporte para me sentir segura. Queria sempre que alguém dissesse da minha beleza, da minha inteligência, do quanto eu era importante em sua vida e, mais, que era a única capaz de agregar na vida de alguém. Eu queria ser a única mulher a mudar a vida daqueles que cruzaram o meu caminho e essa teimosia me levou a buracos profundos de sofrimento. E outra: a validação pelo outro nunca bastava, sempre queria mais, e mais, e mais. Porém, no fundo, a única validação que nos basta e nos preenche é aquela feita por nós mesmos.

Só nós podemos nos abastecer do que somos, ninguém mais! Só a nossa verdade nos é suficiente.

Mas compreender isso me levou a um mergulho profundo na minha alma.

Tenho visto muitas pessoas desabarem, se fecharem para a vida e se desorganizarem totalmente, pelo fato de não terem sido validadas, isso quando não vão para o lado oposto que é o da censura, da difamação e da maldade contra todos aqueles de quem não obtiveram a confirmação que desejavam a respeito de si mesmos.

E diante de tudo que tenho vivido e passado, tenho entendido que a base da insegurança é o pertencimento forçado, essa validação que tanto queremos e nunca alcançamos, porque no fundo quando procuramos por isso o que queremos mesmo é lugar na vida do outro.

Quando nos colocamos na postura de buscar por validação, recusamos o fato de nos olharmos e reconhecermos aquilo que somos.

O pertencimento não se busca, porque ele se dá por afinidade e não por imposição! O que realmente somos é o que nos guia em direção à nossa tribo.

É o magnetismo da nossa essência que nos direciona, e isso não se exige ou se cobra. Tudo caminha para onde tem que ir quando estamos presentes em nós mesmos.

Essa condição, na maioria das vezes, nos causa um pouco de sofrimento, porque não queremos largar o “osso” da validação de pessoas ou grupos que não têm nada a ver com a gente.

Temos receio de caminhar sozinhos e de nos responsabilizarmos pelas nossas próprias escolhas.

Mas, aos poucos, à medida que a segurança vai chegando, todos os fatos vão clareando, o que temos como verdade vai se fortificando e todo o resto vai ficando no seu devido lugar. Prioridades vão nascendo. Nós vamos nascendo para nós mesmos. Nós vamos nos preenchendo das nossas verdades e do que acreditamos ser o certo para nós. E tudo começa a fazer sentido.

Que possamos não encorajar para buscarmos a nossa segurança e abrirmos nossas asas rumo ao horizonte que escolhemos como nosso!

(*) Influenciadora e orientadora holística da Casa Instante e do Centro de Resgate do Ser – A Casinha e idealizadora do perfil @mulheres_xamanicas.