Enquanto isso…

A novela na oposição nunca acaba; o enredo é sempre o mesmo, no entanto, os atores se revezam no grande pastelão que dá o tom da vida política do “grupo”. Antes era o tucano Wherles Rocha brigando para indicar o vice do pepista Gladson Cameli. Agora, ele diz que nem ele nem seu partido querem mais o posto. Tá nem ai! Gladson pode compor a chapa oposicionista como bem lhe aprouver.

Teatro chinfrim

Por seu turno, o demo Alan Rick ,que andava a mover mundos e fundos para emplacar no posto, agora diz que também não quer a vaga de vice e que Gladson pode colocar qualquer um que ele, também, pouco se importa.  Sempre foi assim, e antes que o mundo acabe atingido por um meteoro, muitos capítulos picantes desse teatro, ainda teremos de assistir.

O muro das lamentações

Apesar de não ser obra do verdugo Osmir Lima, grão duque da censura fascistóide, o choro e o ranger de dentes em torno da questão da vice de Gladson Cameli (PP) nem acaba e nem fica pouco.

O construtor de alianças

Depois de Alan Rick ter ficado nu na praça, em cena de desespero, em busca do posto, em sentido figurado é claro, temos agora um PSDB magnânimo, que tem no deputado Major Rocha o grande aliancista que conduzirá o polo oposicionista à união.

 #Cadaumporsi

Só que a banda não toca nesse diapasão. Longe dos salamaleques que tentam passar para a opinião pública, a oposição está em uma briga de morte por cada centímetro de poder possível.  Vice, vagas de senado e deputado federal, passando pela ALEAC e postos de comando no governo de Temer, do pescoço para baixo tudo vem a ser canela.

Fora Dudu

A última cena política da oposição é a burlesca demissão, ou pedido de demissão, do gestor do INCRA no Estado, Eduardo Ribeiro. De “nascente liderança jovem”, o atual gesto do órgão passou a inimigo declarado das hostes que comandam o PMDB, pelo simples fato de negar-se a transformar o órgão em celeiro de ‘cabos eleitorais’ de Flaviano Melo.

DNA

De Flaviano Melo e Pádua Bruzugu, passando pelos presidiários Aldemir Lopes e Everaldo Gomes, açambarcando todos os subníveis do fisiologismo escancarado, todos pediram a cabeça do rapaz. Tudo por força do mesmo estar negando o loteamento do INCRA, nos moldes nada republicanos propostos pelo PMDB. Não esqueçamos, no entanto, que o PMDB está sendo tão somente o PMDB.

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Brasil, um país chamado senzala!

Relatório da Oxfam – Organização sem fins lucrativos que congrega uma confederação de 17 organizações e mais de 3000 parceiros e que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça -, divulgado ontem, segunda-feira (25), mostra que o topo da pirâmide brasileira destina 21% de sua renda com impostos, enquanto os menos favorecidos pagam 32%.

Isenções

O estudo aponta, ainda, citando dados da Receita Federal de 2016, que quem tem renda acima de 80 salários mínimos mensais (R$ 63.040) é beneficiado com isenção média de 66%. Para os que ganham 320 salários (R$ 252.160), o benefício vai a 70%.

Achatamento

Na outra ponta, a isenção para a classe média – aqueles que recebem entre R$ 2.364 e R$ 15.760 – é de 17%, e cai para 9% para quem ganha entre 1 e 3 salários mínimos mensais (R$ 788,00 a R$ 2.364,00), segundo o estudo.

Abismo

Ainda sobre a mesma pesquisa, dados divulgados deram a dimensão pornográfica da concentração de renda no Brasil: seis bilionários, Jorge Paulo Lemann (AB Inbev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hermmann Telles (AB Inbev), Carlos Alberto Sicupira (AB Inbev), Eduardo Saverin (Facebook) e Ermirio Pereira de Moraes (Grupo Votorantim), concentram a mesma riqueza que os 100 milhões mais pobres do país – quase 50% da população;

Vida de gado

Além disso, um brasileiro que vive do salário mínimo teria que trabalhar 19 anos para ganhar o que um super-rico recebe por mês no Brasil; aqui, os 5% mais ricos têm a mesma riqueza que os 95% restantes.

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Aferição

Realizada depois da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também após o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci, pesquisa do instituto Ipsos divulgada na última sexta-feira, mostra que a rejeição ao juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato, disparou.

Rejeição

O índice dos que desaprovam seus métodos chega a 45%, contra apenas 48% que o aprovam, numa situação de empate técnico.

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Economia sustentável

O Acre apresenta nesta semana, em encontro do GCF na Indonésia, seu modelo de economia sustentável. O encontro é fruto de uma das cooperações que o Acre faz parte, resultado do seu trabalho no desenvolvimento com respeito à natureza.

Comitiva 

O governador Tião Viana lidera a comitiva acreana, da qual estão participando a primeira-dama Marlúcia Cândida, a secretária-chefe da Casa Civil Márcia Regina Pereira, a diretora-presidente do IMC Magaly Medeiros, o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais do Acre (CDSA) Alberto Tavares e o porta-voz do governo Leonildo Rosas.

Desafio global   

Com o desafio global de zerar o desmatamento ilegal até 2020, os 35 membros do GCF irão debater e propor trabalhos conjuntos para alcançar a meta. O Acre, um dos Estados fundadores do grupo, vai apresentar suas estratégias de sucesso baseada na inclusão social, evolução econômica sustentável e uso correto de suas florestas e áreas abertas.

Desmatamento ilegal zero

Acre diminuiu em mais de 50% seu desmatamento nos últimos dez anos, mesmo aumentando o PIB. Mas a meta é zerar o desmatamento ilegal, e para isso o desafio é muito grande. E é justamente isso que o Acre está propondo: mais ousadia dos parceiros globais para ações conjuntas e efetivas.