Emenda Lula

Foto: Ricardo Stuckert

Relator da reforma política na Câmara, o deputado Vicente Cândido (PT-SP), disse ontem, 15, ao jornal O Estado de São Paulo, que a “Emenda Lula” – assim já conhecida no Congresso a medida que amplia para oito meses a proibição para que os candidatos sejam presos antes das eleições – tem o objetivo de se contrapor à ação de juízes, delegados e promotores do Ministério Público Federal.

Exploração da política

Para o parlamentar petista, delegados, promotores e juízes têm explorado a política, o que exige uma reação por parte do Congresso.

Peso e contrapeso

“Estou pensando nesse momento conjuntural do Brasil. Vou usar o peso e o contrapeso para não ter excesso em nenhum dos lados. Essa regra já existe, não estou criando nenhuma novidade, estou apenas ampliando o prazo”, afirmou Vicente Cândido.

Hora de tomar posição

O parlamentar do PT admite que a emenda pode beneficiar Lula, mas observou caber aos legisladores perceberem situações como as vividas atualmente no Brasil e “tomar atitudes”.

Esperança

“Espero que para as próximas eleições, num prazo curto a gente entre num período de normalidade e talvez armas como essa não vão fazer sentido, agora, não só eu, mas várias pessoas que eu ouvi acham que faz sentido nesse período usá-las”, acrescentou o deputado petista.

Duro de roer

Nem mesmo a notícia da condenação de Lula a nove anos e seis meses de prisão, dada pelo juiz federal Sérgio Moro nesta semana, tirou do foco a crise no governo Temer.

Articulações

A imprensa, aliás, tem dito que um dos principais aliados de Temer na Câmara Federal, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já não cumpre mais a mesma agenda. Com a possibilidade de substituir Temer, o deputado carioca já se articula para atrair colegas a inflar o Democratas, o que lhe garantiria maior apoio para chegar ao Planalto.

O sujo e mal lavado

A despeito das manobras e do fato de que pode assumir o governo graças às denúncias de corrupção que pesam contra Michel Temer, Rodrigo Maia tem um histórico semelhante ao do aliado do PMDB.

Denúncias

O presidente da Câmara, por exemplo, já foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por recebimento de dinheiro ilegal da empreiteira Odebrecht. Sob o codinome Botafogo, time para o qual torce, ele é acusado de ter recebido recursos da ordem de R$ 1 milhão, via caixa dois, nas eleições de 2008, 2010 e 2012.

Tem mais

Segundo a delação premiada feita por diretores da OAS, Maia também é acusado de ter recebido propina. Em inquérito da Polícia Federal, ele aparece como defensor dos interesses da empreiteira no Congresso, entre 2013 e 2014, em troca de dinheiro para campanha.

Mais uma

O mais antigo episódio a pesar contra o presidente da Câmara é a inclusão do seu nome na Lista de Furnas, empresa de geração de energia. Segundo a denúncia, Rodrigo Maia faria parte de uma lista de recebedores, mantida por fornecedores da estatal, de dinheiro para anabolizar campanhas eleitorais

Risco

Certamente, pelo vasto currículo político de Maia é que o senador paranaense Álvaro Dias afirmou, na última sexta-feira, 14, que a crise tende a piorar caso o atual presidente da Câmara assuma o cargo ocupado por Michel Temer.

Efeito colateral

É claro que, inevitavelmente, os partidos que hoje apoiam a saída de Temer trabalham em favor de Rodrigo Maia…

Pequeno, mas enjoado!

Site local, homônimo da Folha de S. Paulo, proíbe aos internautas reproduzir seu conteúdo, conforme também o faz o jornal paulista. A medida impossibilita o chamado “Ctrl+C Ctrl+V”, ou o clássico “copiar e colar” do Windows. É o cúmulo da presunção em terras de Luiz Galvez…

Não haverá demissões

A procuradora do Tribunal Regional do Trabalho, Marielle Rissanne, afirmou, após decisão do próprio TRT determinar que o Pró-Saúde pare de fornecer profissionais para o setor de saúde do Acre, que a decisão não acarretará demissão dos trabalhadores que prestam serviços ao Estado.

Calmante

A notícia dada pela procuradora do TRT deve substituir, afinal, os ansiolíticos tomados por quem já não conseguia dormir por medo de perder o emprego.

Apreensão

Foto: Cedida

Há certa apreensão entre os apoiadores do senador Gladson Cameli (PP) quanto à escolha do seu adversário para as eleições do ano que vem. Pré-candidato ao governo do Estado, Gladson até netão surfava sozinho.

Preocupação

Mas bastou que a Frente Popular do cogitasse o nome do prefeito da capital, Marcus Alexandre (PT), como postulante à sucessão de Tião Viana, que a turma do senador começou a se preocupar.

Na disputa

Além de Marcus Alexandre, a FPA apresentou como pré-candidatos ao governo os nomes do secretário Emylson Farias (Segurança), do deputado e presidente do PT no Estado, Daniel Zen, e da vice-governadora Nazareth Araújo.