Complexo de Piscicultura Peixes da Amazônia conquista mercado de Rondônia

Por safra, na Peixes da Amazônia são produzidos em torno de 1,5 milhão de alevinos da espécie pintado, 300 mil de tambaqui e 150 a 300 mil de pirarucu – Fotos: Gleilson Miranda

O Complexo de Piscicultura do Acre, que inclui a Peixes da Amazônia, Indústria de Ração e Frigorífico, tem se consolidado no mercado interno e externo. A produção da indústria, que tem certificação de qualidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é exportada para empresas de São Paulo e do Peru e os alevinos produzidos no Centro Tecnológico conquistam também o mercado rondoniense, um dos maiores produtores de peixe do país.

“Na última safra enviamos em torno de 500 mil alevinos para Rondônia. A expectativa para a safra deste ano é superar essa média. Nosso diferencial é a qualidade do alevino. Enviamos animais sadios, que têm desenvolvimento melhor, com cultivo mais fácil, e os produtores estão preferindo isso”, disse Elthon Félix, técnico em aquicultura da indústria.

Por safra, na Peixes da Amazônia são produzidos em torno de 1,5 milhão de alevinos da espécie pintado, 300 mil de tambaqui e 150 a 300 mil de pirarucu. “Produzimos aqui, vendemos para o produtor, que compra a ração e engorda o peixe. Depois, compramos o peixe gordo, abatemos no frigorífico e exportamos”, detalha Félix.

Processo rigoroso

De acordo com o técnico em aquicultura, o processo de criação de alevinos do pirarucu se dá de maneira mais natural. Félix explica que os casais são formados nos tanques, acasalam e fazem a desova. Em seguida, os alevinos são tirados do tanque e iniciam o treinamento para que consigam comer a ração extruzada.

Produção é exportada para empresas de São Paulo e do Peru e os alevinos produzidos no Centro Tecnológico conquistam também o mercado rondoniense, um dos maiores produtores de peixe do país

“Já a produção de pintado, ocorre de maneira artificial. O macho e a fêmea são capturados, em seguida verificamos se estão em ponto de desova. Depois, aplica-se hormônio e após algumas horas-graus é possível detectar se estão aptos a colher o esperma dos ovos e então, são levados para as incubadoras por sete dias, em média”, descreve o técnico.

A produção de alevinos se inicia no período de inverno na Amazônia, entre os meses de setembro e janeiro, podendo se estender até março.

No período de safra, a equipe do Complexo também faz o agendamento das vendas dos alevinos. Elthon Félix ressalta que os animais são vendidos para cooperativas como a Acre Peixes, micro e médio empreendedores de piscicultura.

Atualmente, 20 funcionários atuam na cadeia de produção da alevinagem na indústria Peixes da Amazônia. Entre eles, está Jacob Kedhi, gerente do Centro de Alevinagem. Com sua equipe, ele é responsável pela transferência dos alevinos dos tanques naturais para os tanques RW, em alvenaria, localizados na área interna do Centro. Além dos cuidados que garantem a qualidade dos animais e sanidade.

Enchente não causou prejuízos

A direção da indústria informa que o transbordamento do nível das águas do Rio Iquiry, que atingiu o complexo no início deste ano, não causou prejuízos à criação de peixes no local. Contudo, monitoramentos seguem sendo realizado nos tanques constantemente para assegurar que não houve danos à criação.

“Os tanques transbordaram, tendo vazante de um para o outro, mas não identificamos nenhuma matriz prejudicada. Mesmo assim seguimos no processo de passar as redes nos tanques para certificar que todas as matrizes foram preservadas”, declarou Félix.

Qualidade assegurada

Os produtores interessados em adquirir produtos ou conhecer a infraestrutura da Peixes da Amazônia, podem entrar em contato com a empresa por meio do telefone (68) 3222-8992. “Nós agendamos as entregas e tratamos das visitas para que os interessados possam esclarecer todas as dúvidas”, diz Elthon Félix.

O técnico ressalta que os alevinos comercializados são monitorados após a entrega aos compradores.

“Trabalhamos com um percentual de taxa de mortalidade. Se algo fora dos padrões ocorrer, iniciamos imediatamente uma análise para identificar as causas. Se comprovamos que a morte dos alevinos foi por alguma falha na empresa, fazemos o ressarcimento para o cliente. Trabalhamos com os mais rígidos padrões de segurança e sanidade para garantir um bom produto”, afirma Félix.

Agência Notícias do Acre