Bolsonaro é a intervenção militar

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“Vou botar generais nos ministérios, sim. Qual o problema? Os anteriores botavam terroristas e corruptos e ninguém falava nada”.

“Não quero botar um busto do Che Guevara no Palácio do Planalto”.

“Hoje estão tirando nossa alegria de viver, não podemos mais contar piadas de afrodescendentes, de cearenses, de goianos”.

Aplaudidas pela plateia vip de 2000 convidados do evento realizado pela Confederação Nacional da Indústria com presidenciáveis, as três frases, da lavra de Jair Bolsonaro revelam como poderá ser o país se ele for eleitopróximo presidente da República, Deus nos livre.

Por mais absurda que pareça, essa ameaça está ficando cada vez mais real.

Ele é um zero à esquerda em questões econômicas, é uma nulidade no que diz respeito à ética, é um defensor da tortura, inimigo das minorias, em vez de pacificar o Brasil, como é necessário, vai acirrar os ânimos ainda mais, a violência vai explodir e a economia afundar, mas o espantoso é que suas teses absurdas, truculentas e medievais conquistam auditórios e o colocam no topo das pesquisas quando Lula é escanteado, como tudo indica que será.

O que Bolsonaro está deixando cada vez mais claro, principalmente ao dizer que formará um ministério de generais é que ele é a intervenção militar, ele é a volta dos militares ao poder, dessa vez através do voto.

E nem sempre quem entra pelo voto sai pelo voto. Já vimos esses filmes.

Por isso é tão urgente, em primeiro lugar, levar essa candidatura a sério e, a seguir, combatê-la com determinação, em todas as instâncias. Bolsonaro é a maior ameaça à democracia desde 1985.

Fonte: Alex Solnik, jornalista, no site Brasil 247

PTB devolve comando do Ministério do Trabalho ao governo

O comando do PTB anunciou, no início da tarde de ontem, quinta-feira (5), que abriu mão do comando do Ministério do Trabalho. Pela manhã, a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da operação Registro Espúrio. A operação de hoje também afastou, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Helton Yomura da pasta.

Como o site Congresso em Foco mostrou no mês passado, a possibilidade de entregar a pasta já era cogitada pela cúpula partidária.“Tem que entregar o Ministério [do Trabalho]. Em face dos problemas [de corrupção] que ocorreram, o melhor é o partido entregar o comando do ministério”, disse à reportagem uma importante liderança do Congresso alinhada ao atual comando da pasta.

O presidente do partido, Roberto Jefferson, publicou o comunicado sobre a entrega do comando do ministério em sua conta no Twitter. A nota assinada pelo ex-deputado cassado afirma que a Executiva do partido “coloca o Ministério do Trabalho à disposição do governo Michel Temer”, e que se houver irregularidade no ministério, os responsáveis terão de responder por seus atos na Justiça.

Yomura foi indicado pelo partido após a deputada e filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil (PTB-RJ), ser impedida pelo STF de assumir a pasta. Os gabinetes do ministro afastado e do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) foram alvos de mandados de busca e apreensão.

“Testa de ferro”

A PF aponta que Yomura, indicado com as bênçãos de Cristiane e seu pai, é “testa de ferro” da cúpula do PTB. Para os investigadores, Yomura tinha o papel de “viabilizar a ingerência” de Cristiane Brasil na pasta e “dar continuidade aos desmandos” do presidente do PTB, Roberto Jefferson.

“Não concordamos, todavia, com inferências divulgadas antes que as investigações estejam concluídas. Pessoalmente, insisto: não participei de qualquer esquema espúrio no Ministério do Trabalho. E acrescento que minha colaboração restringiu-se a apoio político ao governo para que o PTB comandasse a Pasta”, diz Roberto Jefferson no comunicado.

Fonte: Congresso em Foco