Bem na fita

Foto: Cedida

No novo rating do Tesouro Nacional, a avaliação que examina o equilíbrio das contas públicas dos entes federados, publicado ontem, quarta, 6, pelo governo federal, coloca o Acre na comissão de frente nas unidades federativas, coadjuvando os estados do Pará e Espirito Santo, que ponteiam o ranking elaborado pelo governo central.

Saúde financeira

Resultante da avaliação sobre endividamento, poupança corrente e liquidez, a nota final compõe o chamado índice de Capacidade de Pagamento (Capag). Trata-se de um rating fundamental para os governadores. Isso porque somente os Estados que recebem notas A ou B têm acesso a empréstimos da União. No caso, o Acre está no segundo grupo.

Reconhecimento

A despeito da crise financeira e econômica que assola o país, a performance acima citada destaca os esforços do governador Tião Viana, secretários de Estado, técnicos, diretores e gestores de sua equipe, na condução da máquina financeira do Estado.

Performance

Para se ter uma ideia, o Acre vem à frente de potências econômicas da federação como Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, tidos e havidos por oposicionistas como modelos para o nosso estado.

Engasgo

A indicação do médico e empresário Eduardo Veloso como pré-candidato na chapa de Gladson Cameli ao governo do Estado, mas eleições de 2018, está entalada na garganta de parte dos dirigentes partidários da oposição.

Clamor

Depois do PSD do senador Sérgio Petecão, que pediu o adiamento do debate em torno da escolha do vice para o começo do ano que vem, o deputado federal Flaviano Melo, presidente da executiva regional do PMDB, divulgou nota na última terça-feira (5), na qual não apenas reafirma apoio a Gladson, como também pede que o debate para a escolha do vice fique para 2018.

Recado dado

“O PMDB do Acre reafirma seu apoio integral à pré-candidatura do senador Gladson Cameli (PP) ao governo do Acre. O vigor deste apoio aumenta na medida em que crescem as chamas de unidade no campo da oposição”, dize trecho da nota divulgada pelo partido.

Mas…

Segue: “A unidade das forças políticas é essencial para nossa vitória e o PMDB reconhece que esta evoluiu, mas ainda não está completa. E precisamos concluí-la, sem o açodamento da pressa”.

Boi na linha

O PMDB também contradisse palavras do senador pepista, segundo as quais a indicação do vice ficaria a cargo do deputado federal Major Rocha (PSDB). “Isso não estava no acordo firmado e anunciado há alguns meses pelo presidente do PP, José Bestene”, critica Flaviano Melo.

Ansioso

A ansiedade do pré-candidato do PP, conforme relatado após seus desastrado discurso, proferido no encontro com o PR de Antônia Lúcia, no final da semana passada, tem feito com que ele enfie os pés pelas mãos.

Basta saber ler

Na nota, o cacique do PMDB acreano afirma ainda que “Conforme o acordado entre os partidos de oposição (vice em 2018), o PMDB contribuirá para a superação das dificuldades para a construção da chapa majoritária que garanta a unidade e a vitória nas urnas”. Entenderam? Para os partidários de Temer, não basta ter a indicação de um nome para concorrer ao Senado, tampouco a costura de um chapão capaz de salvar os mandatos de Jessica Sales e do próprio Flaviano – eles querem mais!

O palhaço não brinca!

Foto: Reprodução

Desiludido com os rumos do país, o deputado federal Tiririca (PR-SP) anunciou na tribuna da Câmara, ontem (6), sentir “vergonha” da política e, por isso, está abandonando a vida pública.

Pendurando as chuteiras

Sem explicar se renunciaria ao cargo ou deixará de disputar eleições do ano que vem, as palavras de Tiririca foram explicadas por sua assessoria de imprensa, que informou que ele não pretende mais se candidatar à reeleição e a nenhum outro cargo público.

Líder de votos

Esse foi o primeiro pronunciamento de Francisco Everardo Oliveira Silva – nacionalmente conhecido pelo personagem Tiririca –, desde que eleito para o primeiro mandato, em 2010, quando recebeu mais de 1,3 milhão de votos – maior percentual dado a um candidato na época.

Percalços

A primeira batalha de Tiririca após eleito se deu em 2012, com representantes da ‘elite intelectual’ do país acusando-o de não saber ler nem escrever, o que, por lei, o inabilitaria para o cargo.

Banho de água fria

Oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), e aceita pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, a acusação não vingou. Em novembro de 2013, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu que o deputado federal Tiririca é alfabetizado e poderia exercer plenamente a função para a qual foi eleito.

Assiduidade

No ano passado, para espanto geral, Francisco Everaldo integrou o grupo de 19 deputados que compareceram a cem por cento das sessões – um percentual de 4% dos 513 parlamentares da Câmara.

Respeito às origens

Tiririca também chegou a contrariar a decisão da bancada do PR ao votar contra o salário mínimo proposto pelo governo federal. Na época, afirmou que o brasileiro comum não seria capas de sobreviver 30 dias com provento tão insignificante.

Lição do humorista

Em suma, a política perde, uma vez mais, um representante público que levou a sério suas funções no Congresso, venceu a discriminação dos doutores do Ministério Público Eleitoral e se mantém coerente com sua trajetória de vida, ao renunciar à uma função incompatível com o bom humor do povo brasileiro.