Ausência de Vagner e Jessica Sales em inauguração de obra expõe racha na oposição

Leandro Altheman – A ausência do ex-prefeito Vagner e sua filha, a deputada federal Jessica Sales no evento desta sexta-feira, a saber: a inauguração da primeira parte da obra de revitalização do Igarapé Preto, demonstra que o racha na oposição, às vésperas do período eleitoral, é maior e mais sério do que o que se imaginava.

Para o evento estiveram presentes os senadores Gladson Cameli (PP) e Petecão (PSD), o prefeito Ilderlei Cordeiro (PMDB), o deputado federal Alan Rick (DEM) e a ‘cereja do bolo’ ou ‘pomo da discórdia’, Rudilei Esrela, tio de Ilderlei e pré-candidato à deputado federal pelo PP.

Tanto Vagner quanto Jessica trabalharam ativamente pela revitalização do Igarapé Preto. Uma necessidade vital para uma cidade que se pretende turística. Contudo, nem ele nem Jéssica estiveram presentes.

A informações de bastidores é que nem sequer foram convidados, evidenciando o clima pesado entre Vagner e Ilderlei e a falta de reconhecimento e de diplomacia de Ilderlei para reconhecer o espaço de seu mentor no palanque pré-eleitoral.

A presença sorridente de Gladson, demonstra quem está dando as cartas no jogo.

Zequinha pode ser o ás na manga de Vagner Sales

É possível que Ilderlei ainda não tenha se dado conta do tamanho do tombo que se aproxima. Sua insistência no nome do tio em detrimento de Jessica, poderá lhe custar não apenas esse mandato, mas sua carreira política. Há quem diga que Ilderlei inclusive já estaria se preparando para trocar o palanque pelo púlpito.

Nesse processo todo, extremamente desgastante para lderlei, mas também para Gladson, Vagner conta com um poderoso ‘ás na manga’. Trata-se do vice Zequinha Lima. Filiado ao PP, partido de Gladson, Zequinha Lima é egresso do PCdoB/FPA e é um nome que vem sendo preservado. Discreto, Zequinha permanece foram do campo de desgaste em que se embatem os atuais jogadores. Como um jogador descansado que pode entrar em campo com toda gás ao fim do segundo tempo e ajudar a redefinir o placar, Zequinha tem muito a seu favor: uma boa reputação e alguma experiência administrativa acumulada ao longo dos anos em que esteve à frente da coordenação estadual de educação.

Em off, Zequinha já teria deixado escapar o seguinte: ‘a sorte do Ilderlei é que eu não sou ele’, referindo-se ao rompimento deste com Zila Bezerra que colocou a cidade em um marasmo administrativo de quatro anos. Realmente não é da índole de Zequinha esse tipo de articulação rasteira, mas denota que já existe clima político para isso. Mesmo não sendo do feitio de Zequinha, fatores externos a ele podem gerar um cenário político em que o mesmo venha assumir, ou ainda, suceder Ilderlei se este conseguir concluir o mandato. Seria quase um presente de Vagner para Gladson, dando a administração do segundo maior município do Acre de bandeja para o PP.

Juruá em Tempo