Acusado de matar criança de 1 ano com tiro na cabeça é condenado a mais de 50 anos

Talisson de Souza Teixeira foi condenado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, dupla tentativa de homicídio e homicídio. Defesa deve recorrer da decisão para reduzir pena. Foto: Aline Nascimento/G1

Iryá Rodrigues

O acusado de matar o pequeno Thayson Júnior de Holanda, de 1 ano e 8 meses, com um tiro na cabeça, foi condenado a 50 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado. Talisson de Souza Teixeira passou por júri popular nesta quinta-feira (14), no Fórum Criminal de Rio Branco.

O advogado nomeado para a defesa do acusado, Cesar Augusto Calixto, informou que Teixeira pediu durante o julgamento para que a defensoria recorra da decisão. Segundo Calixto, a defesa deve ingressar com recurso solicitando redução da pena.

“Ele manifestou, em plenário, o desejo de que a Defensoria Pública apele da decisão. Então, provavelmente vai apelar. Ele pegou mais de 50 anos de prisão por quatro fatos que foi acusado. É uma pena muito alta, que vale a pena recorrer”, disse o advogado.

O crime ocorreu na Rua Progresso, bairro Cadeia Velha, em fevereiro de 2017. Além da criança, um rapaz de 19 anos foi baleado e levado para o hospital na época. A criança dormia em uma rede em um da frente da casa onde morava quando foi atingida.

No mesmo dia do crime, um homem foi preso e um adolescente de 15 anos apreendido com armas. A mãe da criança não foi encontrada, segundo a Justiça.

Conforme o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), Teixeira confessou a participação no crime com outras pessoas pertencentes a uma facção criminosa. De acordo com o acusado, eles efetuaram vários disparos de arma de fogo contra uma casa que seria de um integrante de facção rival.

Teixeira foi condenado por porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio contra duas pessoas que estavam no interior da casa, e pelo homicídio da criança. Ele foi absolvido do crime de corrupção de menores e não vai poder recorrer em liberdade.

O pai da criança, Gleison Lima da Silva, de 34 anos, voltou a dizer que o resultado do julgamento não importava, uma vez que nada iria trazer o filho de volta.

“Como eu já disse, não importava o resultado, se ele ia ficar solto ou preso. A criança já está morta mesmo”, limitou-se a dizer o pai do pequeno Thayson.

Portal G1/AC