Trio é condenado a 30 anos de prisão por matar homem a pauladas em Brasileia

Julgamento durou cerca de 12 horas na Comarca de Brasileia, onde o crime ocorreu – Foto: Arquivo pessoal

Os irmãos Antônio Souza e Lucas Bandeira e o amigo Ronaldo Ferreira foram condenados pela morte de Cícero Carneiro da Silva, assassinado a pauladas em maio de 2017. O crime ocorreu no bairro Samaúma, no município de Brasileia, interior do Acre.

O julgamento do trio ocorreu na última segunda-feira (11) no Tribunal do Júri de Brasileia. Em penas somadas, os três foram condenados a 30 anos de prisão, sendo que dois vão cumprir a sentença em regime inicial fechado.

Na época do crime, o Instituto Médico Legal (IML) informou que Cícero da Silva foi vítima de traumatismo cranioencefálico. A Justiça considerou o crime como hediondo.

DEFESA

Ao G1, o advogado de Lucas Bandeira e Ronaldo Ferreira, Otoniel Turi, falou que não vai recorrer da decisão imposta aos clientes. Bandeira foi condenado a quatro anos de prisão em regime aberto por lesão corporal seguida de morte.

“Foi levado em conta essa pena menor em regime aberto em razão de que, dos três, ele é o único réu primário e com bons antecedentes. No futuro, vai ser convertido em prestação de serviços à comunidade, entre outros. Vai apresentar carta de emprego e prestar compromisso com a Justiça”, destacou.

Já Ronaldo Ferreira foi condenado a 14 anos de prisão em regime inicial fechado por homicídio qualificado. O acusado já tinha passagem pela polícia.

“O Ronaldo foi condenado a 12 anos de reclusão e depois houve uma majorante de mais um sexto em razão das circunstâncias de reincidências porque tinha uma vida pregressa, diferente dos outros”, explicou o advogado.

Antônio Souza também foi condenado por homicídio qualificado em regime inicial fechado.

O advogado de Souza, Cláudio Baltazar, falou que vai recorrer e pedir um novo julgamento. Ele afirmou que não vai pedir a redução da pena de 12 anos, mas vai solicitar que o cliente seja responsabilizado por lesão corporal seguida de morte e não homicídio qualificado.

“Entendi que não era cabível a condenação por homicídio qualificado. Nossa tese de defesa foi que havia vontade de lesionar, que seria uma lesão seguida de morte. Mas, aconteceu um episódio que extrapola a vontade deles. O julgamento foi contrário as provas dos autos”, ressaltou.

Portal G1/AC

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