Sebrae e Faao colocam acadêmicos para criar negócios inovadores

Um aplicativo que funciona como uma espécie de pronto-socorro psicológico foi o campeão da competição “Sebrae Experience”, maratona de empreendedorismo de três dias encerrada na manhã desta sexta-feira, 19, na sede do Sebrae no Acre, realizador do evento em parceria com a FAAO (Faculdades da Amazônia Ocidental).

Foto: Cedida

Denominado “Socialization”, o aplicativo visa garantir a socialização de pessoas em tratamento por distúrbios como depressão, ansiedade ou esquizofrenia. “Pelo aplicativo, o usuário pode receber orientação psicológica, fazer observações sobre si mesmo e saber como está psicologicamente”, explica a campeã Cainá Azevedo de França, 18 anos, aluna do primeiro ano de Ciências Contábeis da FAAO e porta-voz do grupo vencedor.

Cainá foi uma das 45 participantes da universidade que, divididos em nove grupos, concorreram no “Sebrae Experience” cuja metodologia integra o Programa Nacional de Educação Empreendedora do Sebrae.

O evento começou na quarta-feira sob coordenação do gerente Nilton Cosson, da Unidade de Desenvolvimento de Ambiente de Negócios do Sebrae no Acre e da analista técnica Joelma Mourão.  “O Sebrae Experience apresenta o formato de um evento intensivo que tem por objetivo despertar o espírito empreendedor que existe em seus estudantes, elevar a criatividade e a inovação e estimular o desenvolvimento de ideias de negócios”, define Joelma.

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Nilton Cosson informa que a parceria do Sebrae com as faculdades Firb-Faao é muito importante e vem de longa data e que deverá ser estendida às outras universidades e prefeituras visando atrair mais jovens para o ambiente de negócios do Acre.  “Este é o caminho que o Sebrae está trilhando, abrindo os horizontes para os jovens criarem alternativas de desenvolvimento para o Acre através de negócios inovadores e processos disruptivos”, comentou.

O professor Steferson Rocha, coordenador de pós-graduação da FAAO, vê o “Sebrae Experience” como um projeto eficaz para a inserção dos jovens alunos nas novas metodologias para fomento do empreendedorismo. “Isso enriquece bastante o currículo destes alunos, potencializa as metodologias do Sebrae e faz com que a gente possa cada vez mais engajá-los no mundo empreendedor”, argumenta.

Avaliação dos trabalhos

Os grupos envolvidos recebem a orientação de mentores do Sebrae e da FAAO. O analista técnico Alex Lima, do Sebraelab faz a orientação geral e animação do palco, pois as atividades transcorrem em clima festivo, com música e projeção de imagens.

No primeiro dia foram idealizadas as propostas e a modelagem de negócios e no segundo a pesquisa de validação à viabilidade econômica. Nesta sexta-feira, terceiro e último dia, foi realizado o “pitch”, onde os negócios são apresentados a uma banca examinadora composta pelos professores Marcus Marcelo, do IFAC; Angela Bessa, coordenadora do curso de Administração da FAAO e Jorge Freitas, analista técnico do Sebrae.

O “pitch” é de 3 minutos para argumentação sobre o modelo de negócio e outros dois para respostas às questões levantadas pela banca examinadora. As questões mais frequentes são quanto às vantagens do negócio sobre a concorrência, se houver; como pode lucrar, quanto e como o autor chegou aos valores e como foi realizada a validação – momento em que os participantes vão a campo entrevistar possíveis usuários de seu negócio.

A equipe do aplicativo Socialization de Cainá França, que venceu com o aplicativo para portadores de transtornos mentais, conta que ouviu dois psicólogos, a Secretaria Municipal de Saúde e sete pessoas nas ruas. “Conversei delicadamente falando sobre a minha proposta e no fim perguntei se usariam o aplicativo e 98% disseram que sim”, comentou Cainá.

O segundo e o terceiro colocados na competição foram, respectivamente, o “School Lives”, um aplicativo para que os pais possam acompanhar as atividades dos filhos na escola e o “Medical History”, a ficha médica de um paciente num aplicativo.

Sarah Laís, 19 anos, do grupo “School Lives”, que já participou de outros eventos no Sebrae, estava empolgada com o segundo lugar. “Mesmo que não fosse escolhida, já teria amado só por estar aqui participando desta interação. É uma bagagem e tanto. Cada evento que participo, embora de segmentos diferentes, sempre aprendo coisas novas, conheço novas pessoas e vou aprendendo a conviver com sociedades diferentes”, comentou Sarah.

Para Thiago Alves, 19, do curso de Análise de Sistemas da FAAO, o terceiro lugar foi como a premiação máxima, pois sua última participação em evento semelhante, na universidade, nem foi classificado.

Desta vez seu projeto, o “Medical Story”, foi totalmente desaconselhado durante uma prévia do “pitch” realizada no dia anterior. “Fomos detonados e tivemos que desmontar tudo e começar do nada. Foi um aprendizado totalmente diferente. Estou super feliz”, revelou.

Gabriel Vieira, de 20 anos, que foi o primeiro a apresentar seu negócio, um aplicativo para solucionar dificuldades contábeis de pequenos empreendedores, não obteve pontuação para estar entre os primeiros colocados. Mas, segundo a disposição de sua equipe, o projeto será reajustado e lançado no mercado brevemente.

Assessoria Sebrae