Potencial do Acre para o agronegócio é discutido em workshop

João Shimada é especialista em commodities internacionais e pesquisador do Earth Innovation Institute – Foto: Marcos Vicentti

O governo do Estado do Acre trabalha para criar um modelo de desenvolvimento econômico, voltado para o agronegócio, que gere renda e mantenha a floresta preservada. E para ajudar nesse processo, foi ofertado essa semana o workshop sobre as perspectivas do agronegócio de baixas emissões. O especialista em agronegócio, João Shimada, foi direcionado a gestores, ONGs, empresários e produtores. O encontro ocorreu na Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), nos dias 12 e 13.

De acordo com o palestrante, a ideia é criar um modelo de desenvolvimento sustentável aliado ao agronegócio. Durante as discussões, o especialista lembrou que não existe uma fórmula pronta para esse novo método produtivo. Que o diálogo com os diferentes segmentos do ramo, é uma estratégia para “criar um modelo de desenvolvimento sustentável, que possa aliar a preservação ambiental com o agronegócio, e que isso gere riqueza para a região”.

“O modelo tem que ser criado coletivamente e tem que atender as necessidades da região. É a partir dessas discussões iniciais, que vamos chegar no modelo que vai trazer crescimento econômico, melhoria de qualidade vida, bem-estar social, e ainda manter, valorizar e agregar valor à floresta”, ressalta Shimada.

Shimada ressaltou ainda que o Acre tem uma vocação natural para a agricultura, e, que precisam ser discutidos, com especialistas, pesquisadores e produtores, a melhor cultura para a região, levando em conta fatores como o clima e o solo, a exemplo de outros estados brasileiros.

“Os estados do Norte do Brasil, assim como o Centro-Oeste, têm uma vocação natural para a agricultura, isso é inegável. Exemplos, são os estados de Rondônia e Mato Grosso. A ressalva é qual o modelo, porque quando analisamos cada estado desse isoladamente, vemos que tem um modelo de agronegócio e uma cultura diferente, apropriado para aquela região”, salienta.

Desafios para tornar o Acre produtivo

No encontro, o secretário de Meio Ambiente do Acre, Israel Milane, disse que o encontro faz parte das estratégias do governo para fortalecer o agronegócio, tornar o Acre produtivo, e agregar valor à floresta. “Não adianta só o Acre produzir, é preciso também vender, e agregar valor ao meio ambiente, com produção sustentável e agricultura de baixo carbono”, destaca.

Milane destacou ainda que o workshop é resultado da ação conjunta das secretarias de Meio Ambiente (Sema), planejamento (Seplan) e o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC). Foi promovido com o intuito de fazer um nivelamento entre as estruturas do governo e a sociedade civil. “Precisamos encontrar formas de agregar valor aos nossos produtos e avaliar quais mercados podemos alcançar”.

Agência Notícias do Acre

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