Paulo Guedes propõe votação de parte da reforma da Previdência ainda em 2018

Foto: Agência Brasil

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a votação, ainda neste ano pelo Congresso Nacional, de uma “parcela do texto atual” da reforma da Previdência já aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados.

Guedes propôs também que a discussão de sua proposta sobre um novo sistema, ancorado na capitalização, comece no ano que vem. “Seria um saldo positivo para o governo que sai e para o que entra”, afirmou.

Na segunda-feira (5) o presidente eleito, Jair Bolsonaro, propôs que se aprove neste ano pelo menos a idade mínima para aposentadoria, que ele estimou em 61 anos para homens e 56 para mulheres. Na proposta que está na Câmara, as faixas são de 65 e 62 anos, respectivamente. Hoje Bolsonaro voltou a mencionar que discutirá o assunto com o presidente Michel Temer amanhã (7), em reunião no Palácio do Planalto. Bolsonaro disse que a reforma será “a possível, a proposta que tenha votos (para ser aprovada).

Questionado sobre a viabilidade política de se aprovar a reforma da Previdência ainda em 2018, Paulo Guedes disse acreditar que a “a política se dará em novas bases de centro-direita”. “Os votos [no Congresso] deixarão de ser individuais, na base do toma lá dá cá, e obedecerão à orientação dos partidos”, afirmou.

Segundo o economista, além da Previdência, o novo governo, tão logo assuma, pretende se dedicar também à desburocratização, simplificação tributária e privatização – temas que também terão de ser analisados pelo Legislativo. As declarações foram dadas na portaria do Ministério da Fazenda, antes de Guedes se reunir com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a quem irá suceder.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro confirma que Magno Malta fará parte de seu governo; senador quer ministério

Depois de participar de sessão solene no Congresso, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) finalmente confirmou que o senador Magno Malta (PR-ES) fará parte de seu governo. Um dos principais articuladores da campanha de Bolsonaro, Magno tem dito que não será deixado de lado na próxima gestão, e que pleitearia um ministério a partir de 2019.

“Não podemos prescindir do apoio dele na formação deste governo”, resumiu Bolsonaro em entrevista coletiva.

“Magno Malta é uma pessoa que pesou muito na minha campanha, antes mesmo da campanha. Seria meu vice, e ele que decidiu não sê-lo. Lamentavelmente, não teve sucesso no Senado”, acrescentou o capitão reformado do Exército, referindo-se à não reeleição de Magno no Espírito Santo.

Definida a equipe de transição do atual para o próximo governo, Magno Malta seguia sem ter uma pasta assegurada na gestão Bolsonaro – situação que o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB), ironizou em entrevista à imprensa estrangeira, classificando o senador como um “elefante que está colocado no meio da sala”. Segundo Mourão, o parlamentar deveria estar “procurando emprego”.

Mas Magno parece não se importar com as colocações de Mourão. Em entrevista ao jornal O Globo, o senador falou como membro do futuro governo. “Vou ser ministro, sim. Onde eu estiver, estarei perto dele. Ele vai anunciar”, declarou.

Evangélico fervoroso e responsável por projetos de recuperação de drogados, Magno Malta é aliado de longa data de Bolsonaro e foi o primeiro convidado para ser candidato a vice-presidente, mas resolveu apostar na reeleição. Há cerca de dois meses, disse em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco que, como parlamentar, poderia ser mas útil ao colega como líder do governo no Senado, por exemplo.

“Onde eu sou mais importante para o presidente Bolsonaro? Calado, no Palácio do Jaburu, sem microfone e sem caneta? Porque eu não assino nada e nem falo nada [como vice]”, disse o senador em seu gabinete, referindo-se à sede da vice-presidência da República.

Fonte: Congresso em Foco