Passou do ponto

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O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, diz que seu companheiro de chapa, Jair Bolsonaro (PSL), deveria ter falado antes sobre a movimentação bancária do motorista Fabrício Queiroz. O general considera que a demora do presidente eleito elevou a pressão sobre o novo governo.

Boca no trombone

“Ele demorou a se pronunciar. Podia ter falado antes. Esperou aumentar a pressão. Mas acho que falou bem”, disse Mourão”. O vice cobra explicações de Queiroz, que era lotado no gabinete do deputado Flávio Bolsonaro e está sumido há uma semana. Ele defendeu a investigação do caso e a punição dos envolvidos.

Pisando na bola

Ontem, 13, à revista “Crusoé”, Mourão disse que a eventual prática de caixinha no gabinete de Flávio Bolsonaro seria “burrice ao cubo”. Ele ressalvou que ainda “não há elementos para emitir um juízo de valor sobre o caso”.

As prisões não param

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Depois da prisão da deputada estadual reeleita Doutora Juliana (PRB) e do presidente da Câmara Municipal de Rio Branco, Manuel Marcus (PRB), eleito deputado federal em outubro deste ano, além de outras seis pessoas, a PF deteve ontem – quinta-feira (13) – o prefeito de Senador Guiomard, André Maia, do PSD.

Esquema milionário

A Operação Sarcófago, da PF, apura a existência de um suposto esquema criminoso apontado pelo desvio de mais de R$ 5 milhões de recursos públicos.

Flagra

A entrega de uma parte das propinas, atribuída a um assessor de André Maia, foi gravada pelo circuito interno instalado em um escritório cuja localização não foi desvendada pela polícia.

Encontro suspeito

O vídeo, com pouco mais de 2 minutos, mostra o operador do esquema repassando dinheiro e um homem cuja identidade não foi revelada. Os dois tem uma breve conversa e se despedem em seguida.

Elemento comprobatório

Segundo a Polícia Federal, a veracidade da ilicitude captada em vídeo é confirmada, como parte do esquema fraudulento, o que teria sido confirmado posteriormente, a partir de um grampo telefônico que mostra um diálogo entre o recebedor do dinheiro e o prefeito André Maia.

Dinheiro de menos

Durante a conversa, o receptor confirma a Maia ter recebido apenas uma parte do valor acordado, cerca de R$ 4,7 mil, e reclama que estariam faltando R$ 300 dos R$ 5 mil combinados. O prefeito do Quinari responde que verificaria o que teria ocorrido e se prontificou a resolver o desfalque.

Supostos comparsas

Além de André Maia, foram presos outros integrantes do primeiro escalão da prefeitura de Senador Guiomard.

Desrespeito à lei

Já o prefeito de Feijó, Kiefer Cavalcante (PP), foi multado ontem pelo Tribunal de Contas do Acre (TCE), por desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em pelo menos três ocasiões detectadas pelo órgão.

À revelia

Segundo o conselheiro Antonio Malheiros, relator dos processos, Kiefer teria descumprido as regras da legislação, agindo à revelia da LRF, ao aumentar as despesas com gasto de pessoal no município mesmo em período de crise.

Multa

Antônio Malheiros impôs multa de R$ 14,2 mil ao prefeito, como punição pela ilegalidade.

Afoiteza

A futura secretaria de Comunicação do governo de Gladson Cameli, a jornalista Silvânia Pinheiro, tem sido alvo de ataques por parte dos colegas de profissão. Ocorre que ela nem sequer tem ideia do tamanho da pasta que assumirá no dia 1º de janeiro de 2019, e por isso evita fazer promessas que mais tarde porventura não poderia cumprir.

Muita calma nessa hora

A ansiedade de alguns colegas é grande por espaço na estrutura do governo que começará daqui a mais de duas semanas. Mas é preciso ter calma, evitando-se crucificar quem não tem a mínima ideia do tamanho da estrutura que haverá de gerir no bojo da reforma administrativa proposta pelo governador eleito.

Luta pelos médicos formados no exterior

O deputado federal reeleito Alan Rick (DEM) se reuniu na última quarta-feira, 12, com o ministro Extraordinário e futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na sede do governo de transição em Brasília, para tratar da inclusão dos médicos brasileiros formados no exterior, através do Programa Mais Médicos.

Todos ouvidos

Alan Rick estava acompanhado de médicos intercambistas que buscam inclusão no programa do governo federal. Não obstante a agenda lotada, Lorenzoni arrumou tempo para ouvir um pouco do que esses médicos têm a dizer.

Pau pra toda obra

“Sabemos que a solução para a crise gerada pela saída dos médicos cubanos pode ser resolvida aqui mesmo, com os próprios brasileiros, com todo o dinheiro sendo mantido dentro do país! Com esses médicos não há tempo ruim. Brasileiros formados no exterior estão ansiosos para trabalhar e topam atuar nos rincões mais distantes e carentes do país. Nesse sentido, é importante que eles também tenham voz ativa no governo que está por vir”, disse o deputado acreano.

Meta

Alan Rick reiterou que uma das prioridades de sua ação parlamentar é no sentido de garantir que todos os brasileiros formados no exterior tenham oportunidade de trabalhar, salvar vidas e realizar seus sonhos profissionais.

Mercado aberto

Alan Rick, ressalte-se, foi o autor da emenda que possibilitou a participação deles no Mais Médicos. Com isso, cerca de 4 mil médicos brasileiros oriundos de vários países trabalham no programa atualmente, entre os quais cerca de 400 são acreanos.