Oficina de fabricação de móveis e objetos em bambu é realizada no Instituto SENAI de Tecnologia

Oficina abordará técnicas de manutenção, extração, tratamento e processamento de bambu para produção de móveis, peças decorativas e utilitárias a partir da matéria-prima – Fotos: Assessoria FIEAC

Teve início na manhã desta segunda-feira, 26, no Instituto SENAI de Tecnologia Madeira e Móveis Carlos Takashi Sasai, a “Oficina de Fabricação de Móveis e Objetos de Decoração em Bambu”. A capacitação, que tem como instrutor Paulo Bustamante, marceneiro há 32 anos e que há mais de 20 anos trabalha com bambu, é resultado de uma parceria entre FIEAC (através do SENAI), Sebrae, Embrapa e governo do Estado (por meio da Funtac e Secretaria de Pequenos Negócios).

Presente à abertura do treinamento, a presidente em exercício da FIEAC, Adelaide de Fátima, fez questão de exaltar a mobilização de várias instituições para o avanço das técnicas de exploração do bambu no Acre. “Parcerias como essa são essenciais para consolidar todo esse material disponível do bambu. Temos buscado cada vez mais conhecimento sobre esse produto. Serão três semanas de muito aprendizado e esperamos que todos possam aproveitar ao máximo e, posteriormente, tornarem-se multiplicadores. A Federação das Indústrias, em todas as suas ações, tem essa preocupação de deixar um legado de aprendizado”, enfatizou.

De acordo com a diretora técnica do Sebrae/AC, Sidia Gomes, o elevado potencial do bambu já é de conhecimento de todos, porém, o grande desafio é transformar esse potencial em negócios. “Sabemos que temos a maior floresta natural de bambu no mundo, mas precisamos saber trabalhar com essa riqueza. Acredito no resultado do trabalho dessa oficina”, salientou.

Coordenador do Centro Vocacional Tecnológico do Bambu da Funtac, Dixon Gomes Afonso destacou que o governo do Estado está estruturando um centro para o desenvolvimento do uso do bambu no Acre. “Queremos empreendedores na área do bambu”, reforçou.

Capacitação tem como instrutor Paulo Bustamante, marceneiro há 32 anos e que há mais de 20 anos trabalha com bambu

O facilitador Paulo Bustamante explicou que a ideia da oficina é formar multiplicadores, em um verdadeiro ‘trabalho de formiguinhas’. Ele destacou, ainda, que a proposta não é repassar aos participantes o conhecimento acadêmico sobre o bambu, mas sim uma mistura de conhecimentos de diferentes esferas. “Vou passar o que vivi nesse tempo em que atuo com bambu na intenção de todos irem muito além. Espero como resultado que vocês tenham prazer de repassar esse aprendizado adiante. Que esse seja o primeiro impulso do processo de evolução desse segmento”, acrescentou.

Na visão de Bustamante, o maior potencial do bambu no Brasil é o social. “É algo que promove integração, capaz de agregar pessoas que estejam na roça ou na cidade, alfabetizadas ou não, em qualquer condição financeira. Trata-se de uma matéria-prima altamente inclusiva, todos podem ter acesso”, assinalou.

Mais sobre a oficina

Voltada para artesãos e técnicos das instituições parceiras, a oficina abordará técnicas de manutenção, extração, tratamento e processamento de bambu para produção de móveis, peças decorativas e utilitárias a partir da matéria-prima. A capacitação se estenderá até o dia 16 de março, com carga horária de 120 horas.

Assessoria FIEAC